
Lisboa, 11 jul 2021 (Lusa) — Várias dezenas de pessoas manifestaram-se hoje pelas ruas de Lisboa contra o preço dos combustÃveis, com a organização a considerar a situação “insuportável e insustentável” para o paÃs e a exigir uma redução dos valores.
Gritando palavras de ordem como “o Estado que mente põe a gente doente”, “nós só queremos os impostos a baixar”, “a gasolina está cara”, “chega de valores abusivos”, “isto é um assalto” ou “Governo baixa o gasóleo”, os manifestantes saÃram da Praça do Saldanha até ao Marquês de Pombal e desceram a Avenida da Liberdade, em direção ao Rossio.
À partida, marcada para as 15:00, eram cerca de 200 as pessoas que se encontravam no Saldanha, constatou a agência Lusa no local.
Uma faixa cor de vinho, em que se lia “Não há gota para esta palhaçada”, encabeçava a coluna de manifestantes a pé, seguida por outros tantos que se faziam transportar de mota, acompanhados de perto pela PSP.
À sua frente, o camião negro da organização, que entoava as palavras de ordem repetidas pelos manifestantes, agitava bandeiras, entre as quais do Movimento Cumprir Portugal.
Em declarações à agência Lusa quando a comitiva passava no Marquês de Pombal, Tomé Cardoso, da organização, explicou que a manifestação estava a “decorrer muito bem”, tendo uma “grande adesão”.
O representante frisou que os manifestantes protestam contra os elevados preços dos combustÃveis, salientando que não vão parar até terem uma resposta do Governo.
“Não vamos parar até baixarem os combustÃveis. Vamos estar na rua daqui a 15 dias se não tivermos resposta e nos 15 dias seguintes, sempre aos domingos”, frisou.
Tomé Cardoso adiantou à Lusa não ter dados sobre os protestos no Porto, que decorrem ao mesmo tempo, salientando que durante a manhã, em Faro, houve perto de duas centenas de pessoas a manifestar-se.
Na convocatória divulgada na rede social Instagram e no comunicado enviado à comunicação social, os organizadores lembraram que os preços dos combustÃveis dispararam para o valor “mais elevado dos últimos 10 anos” num ano “especialmente difÃcil para as famÃlias portuguesas”.
“Portugal está no top 5 dos paÃses com os combustÃveis mais caros, sendo que 60% do valor que pagamos por cada litro se deve à carga fiscal portuguesa”, referem, sublinhando que Portugal “está entre os seis paÃses da União Europeia com o salário médio mais baixo”.
Até às 17:00 as autoridades não divulgaram dados sobre a manifestação.
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