
Cairo, 04 jul 2021 (Lusa) – A Autoridade do Canal de Suez (SCA) anunciou hoje um acordo para libertar, na quarta-feira, o navio porta-contentores “Ever Given”, retido desde março após ter bloqueado aquela via de navegação crucial para o comércio internacional.
O acordo foi alcançado com o proprietário do navio e está prevista, para quarta-feira, 07 de julho, uma cerimónia para celebrar a assinatura do acordo e a partida do navio, que foi retido no Lago Amer pelas autoridades egÃpcias, de acordo com uma declaração da SCA.
Segundo a nota, a partida do navio de quase 400 metros de comprimento será feita após a assinatura do acordo, na presença do chefe da Autoridade, o almirante Osama Rabie, do representante da empresa proprietária do navio e de “vários embaixadores e parceiros internacionais”.
O navio está retido na Lago Amer do Canal do Suez desde 29 de março e a sua libertação é esperada por muitas empresas que têm mercadorias nos milhares de contentores a bordo do “Ever Given”, cujo montante é estimado em mais de 600 milhões de dólares (501 milhões de euros).
O acordo sobre a libertação do navio foi alcançado após intensas negociações entre a Autoridade do Canal de Suez e a empresa proprietária do navio, embora a disputa financeira ainda esteja em curso entre as partes.
Além disso, o julgamento para continuar a estudar um possÃvel acordo económico com a empresa japonesa proprietária do navio porta-contentores “Ever Given”, Shoei Kisen, foi adiado várias vezes por falta de consenso.
Inicialmente, a Autoridade do Canal de Suez, através da qual passa mais de 10% do comércio marÃtimo mundial, exigiu uma indemnização de 916 milhões de dólares (cerca de 772 milhões de euros à s taxas de câmbio atuais), que mais tarde foi reduzida para 550 milhões de dólares (463 milhões de euros) por danos causados pela interrupção da via.
O navio porta-contentores de bandeira panamiana, que faz parte da frota da companhia marÃtima de Taiwan Evergreen, encalhou a 29 de março com uma carga de mais de 18.000 contentores geridos pela multinacional Bernhard Schulte Shipmanagement (BSM) e obrigou centenas de navios a esperarem dias para transitar entre o Mar Vermelho e o Mar Mediterrâneo, e vice-versa.
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