
Caldas da Rainha, Leiria, 04 jul 2021 (Lusa) — O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, acusou hoje o PS de ser ter unido ao PSD para não avançar com a regionalização e perpetuar polÃticas centralistas em processos em que urge a descentralização.
“O chamado processo de democratização das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR)que uniu PS e PSD, não é mais do que uma manobra para iludir e justificar a ausência da regionalização, garantido a perpetuação de polÃticas centralistas e de comando sobre decisões e processos que reclamam uma participação efetivamente descentralizada”, afirmou Jerónimo de Sousa, num comÃcio na Foz do Arelho, no concelho das Caldas da Rainha, no distrito de Leiria.
Perante dezenas de militantes e simpatizantes que hoje participaram na “Festa de Verão”, que a CDU organiza todos os anos, o secretário-geral do PCP considerou a coligação como “a grande força de esquerda no poder local”, reafirmando que este “tem ainda por cumprir no seu edifÃcio constitucional a criação das Regiões Administrativas, sucessivamente adiada pela mão de PS, PSD e CDS”.
O PS “veio recentemente renovar a sua devoção à regionalização”, lembrou Jerónimo, considerando tratar-se “mais uma vez, de uma solução para a adiar”, e que “não é sério falar de descentralização quando se mantêm também as autarquias num lugar menor na gestão dos fundos comunitários, quando se consolida a centralização como método e critério crucial nessa gestão”.
Na sua intervenção Jerónimo de Sousa voltou a defender o aumento da rapidez na vacinação contra a covid-19 e a sublinhar os impactos da pandemia sobre a economia nacional.
“Os acionistas do conjunto das maiores empresas, designadamente NOS, Sonae, Brisa, Galp Energia, EDP, CTT, Jerónimo Martins e Corticeira Amorim, arrecadaram 7,4 mil milhões de euros de dividendos, mais 332 milhões do que em 2019”, disse, sublinhando que o paÃs passou também a contar com mais 19 mil multimilionários.
Em contrapartida, acrescentou, há “400 mil novos pobres”.
No discurso em que expressou o temor de que “parte importante” dos recursos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) acabem a servir “para alimentar os lucros privados dos grupos económicos nacionais, mas também, de grupos económicos estrangeiros”, Jerónimo defendeu que “este não pode ser o caminho” e aludiu a soluções que têm sido propostas pelo PCP.
“O tempo é da polÃtica alternativa patriótica e de esquerda que o PCP propõe e protagoniza”, afirmou o lÃder do partido que, coligado com o partido ecologista “Os Verdes”, apresentou hoje candidatos à s 16 câmaras do distrito de Leiria e prometeu aumentar a participação em todas as freguesias.
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