
São Paulo, 02 jul 2021 (Lusa) — Pelo menos 26 mil doses de vacinas contra a covid-19 da fabricante AstraZeneca que estavam fora do prazo de validade foram administradas no Brasil, segundo dados oficiais citados pelo jornal Folha de S.Paulo.
De acordo com registos oficiais do Ministério da Saúde e que foram compilados pelo jornal brasileiro, até ao dia 19 de junho, imunizantes com o prazo de validade expirado foram aplicados em 1.532 municÃpios do paÃs.
O levantamento apontou também que outras 114 mil doses da vacina AstraZeneca contra a covid-19 distribuÃdas em estados e municÃpios dentro do prazo de validade já expiraram e não há informações se elas foram descartadas ou se continuam a ser aplicadas.
Numa resposta enviada à Folha de S.Paulo, o Ministério da Saúde referiu acomparar “rigorosamente todos os prazos de validade das vacinas covid-19 recebidas e distribuÃdas” e que “as doses entregues para as centrais estaduais devem ser imediatamente enviadas aos municÃpios pelas gestões estaduais”.
“Cabe aos gestores locais do SUS [Sistema Único de Saúde, que integra Governo central, estados e municÃpios] o armazenamento correto, acompanhamento da validade dos frascos e aplicação das doses, seguindo à risca as orientações do Ministério”, indicou ainda o ministério gerido por Marcelo Queiroga.
Actualmente a AstraZeneca é o imunizante mais usado no paÃs sul-americano, correspondendo a 57% das doses aplicadas no paÃs.
Dados divulgados no ‘site’ do Ministério da Saúde brasileiro apontam que foram aplicadas 102.855.719 doses de vacinas contra a covid-19 no paÃs, considerando as informações da base nacional do Programa Nacional de Imunizações (PNI) ou dos painéis das secretarias de saúde dos estados.
O Brasil é, em termos absolutos, o segundo paÃs do mundo mais afetado pelo coronavÃrus, atrás dos Estados Unidos, e já acumula 520.095 mil mortes e 18,6 milhões de infectados.
A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 3.957.862 mortos em todo o mundo, resultantes de mais de 182,5 milhões de casos de infeção, segundo o balanço mais recente feito pela agência francesa AFP.
A doença respiratória é provocada pelo novo coronavÃrus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
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