
Teerão, 23 mai 2021 (Lusa) – O Irão informou hoje que os inspetores internacionais já não podem aceder à s imagens de vigilância das instalações nucleares do paÃs, quando em Viena se tenta salvar o acordo nuclear entre Teerão e as potências mundiais.
As declarações foram feitas pelo porta-voz do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, na televisão estatal.
A República Islâmica já está a enriquecer e a armazenar urânio a nÃveis muito superiores aos permitidos pelo seu acordo nuclear de 2015.
“A este respeito, e com base no facto de expirar o prazo de três meses, definitivamente a Agência Internacional de Energia Atómica [AIEA, na sigla em inglês] não terá o direito de aceder a imagens”, disse Mohammad Bagher Qalibaf.
Ao abrigo do chamado “Protocolo Adicional” com o Irão, a AIEA “recolhe e analisa centenas de milhares de imagens captadas diariamente pelas suas sofisticadas câmaras de vigilância”, indicou a agência em 2017.
A agência também disse então que tinha colocado “2.000 selos à prova de adulteração em material e equipamento nuclear”.
O parlamento do Irão aprovou em dezembro um projeto de lei que previa suspender parte das inspeções das Nações Unidas à s suas instalações nucleares, se os signatários europeus não aliviassem as sanções petrolÃferas e bancárias até fevereiro.
A AIEA celebrou então um acordo de três meses com o Irão para que este paÃs mantivesse as imagens de vigilância, com Teerão a ameaçar eliminá-las posteriormente se não tivesse sido alcançado qualquer acordo.
Qalibaf assinalou ainda que o lÃder supremo do Irão, Ayatollah Ali Khamenei, que tem a última palavra sobre todos os assuntos de Estado, apoiou a decisão.
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