
Nações Unidas, 16 mai 2021 (Lusa) – Israel defendeu hoje nas Nações Unidas a sua campanha de bombardeamentos a Gaza, que já fez quase 200 mortos, incluindo 58 crianças, afirmando que está a tomar todas as medidas possÃveis para proteger civis.
O embaixador israelita na Organização das Nações Unidas (ONU), Gilad Erdan, responsabilizou o movimento islamita Hamas pelas mortes de civis, argumentando que se Israel usa bombas para proteger as suas crianças, o Hamas usa crianças para proteger os seus mÃsseis.
Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, os bombardeamentos israelitas da madrugada passada provocaram a morte de 42 pessoas, entre as quais dez crianças e 12 mulheres, aumentando o balanço dos ataques para pelo menos 188 mortos.
Gilad Erdan insistiu que o seu paÃs ataca terroristas, enquanto o Hamas ataca civis em Israel e usa a população como escudo humano.
Intervindo por videoconferência no Conselho de Segurança da organização, o diplomata afirmou que Israel “vai fazer tudo o que for necessário para se defender” do que classificou como “um ataque em massa não provocado por parte do Hamas”.
O primeiro-ministro israelita, Banjamin Netanyahu, assegurou que a campanha militar contra o Hamas na Faixa de Gaza vai continuar “com força total” e que demorará tempo a terminar.
Numa declaração na televisão israelita, Benjamin Netanyahu afirmou que Israel quer que o Hamas “pague um preço elevado” e argumentou que o objetivo é “devolver paz, segurança e dissuasão” após quase uma semana de combates.
Os bombardeamentos na madrugada de hoje arrasaram três edifÃcios e fizeram pelo menos 42 mortos, no ataque mais mortÃfero desde o inÃcio da campanha contra o Hamas, na segunda-feira passada.
A escalada de violência foi desencadeada na parte oriental de Jerusalém no mês passado, quando manifestantes palestinianos se envolveram em confrontos com a polÃcia por causa de táticas policias empregues durante o mês do Ramadão.
O centro dos confrontos foi a mesquita de Al-Aqsa, um ponto sensÃvel localizado num local de Jerusalém que é sagrado para muçulmanos e judeus.
Na segunda-feira, o Hamas disparou ‘rockets’ sobre território israelita, desencadeando a resposta militar sobre o território onde vivem mais de dois milhões de palestinianos, alvo de um bloqueio desde que o movimento islamita conquistou o poder.
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