
Lisboa, 07 mai 2021 (Lusa) — A operação Aquiles, processo relacionado com tráfico de droga, associação criminosa e corrupção, conhece hoje a decisão, depois de o Ministério Público ter pedido penas de prisão para 21 dos 27 arguidos, incluindo dois ex-elementos da PJ.
Entre os 27 arguidos estão dois antigos investigadores da Polícia Judiciária, Carlos Dias Santos e Ricardo Macedo, que foram acusados por tráfico de droga, associação criminosa e corrupção com vista ao tráfico e corrupção passiva para prática de ato ilícito.
Nas alegações o procurador pediu a condenação de 21 arguidos e considerou que, em relação a seis, tinha algumas dúvidas sobre a acusação, deixando a análise ponderada à consideração dos juízes.
Para o arguido António Benvinda, que denunciou Dias Santos e Ricardo Macedo, e que está agora num programa de proteção de testemunhas, o MP pediu uma pena atenuada, dado que colaborou com a justiça.
A acusação refere que em outubro de 2006 a PJ já dispunha de informações que evidenciavam “fortes suspeitas” de ligações de Carlos Dias Santos a uma rede de traficantes de droga colombiana.
Para o MP, Dias Santos e Ricardo Macedo, além de darem informações às organizações criminosas que protegiam, através dos contactos com os pretensos informadores, por vezes recebiam informações das mesmas organizações sobre o tráfico desenvolvido por organizações concorrentes.
Em contraposição, o advogado de Carlos Dias Santos argumentou que a acusação está alicerçada em meios ilegais de obtenção de prova e considerou que é “tendenciosa e desorganizada”.
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