
Bruxelas, 03 mai 2021 (Lusa) — O primeiro-ministro, António Costa, disse hoje esperar que a Conferência sobre o Futuro da Europa ajude a “ultrapassar as divisões” entre os Estados-membros, admitindo que nem todos partilham a mesma visão sobre o futuro da UE.
O chefe de Governo e presidente em exercÃcio do Conselho da UE intervinha, por videoconferência, num evento celebrado hoje em Roma, em formato hÃbrido, organizado pelos Socialistas Europeus, dedicado à Conferência sobre o Futuro da Europa, cujo lançamento oficial terá lugar no próximo domingo, 09 de maio, Dia da Europa, em Estrasburgo.
“Sabemos que os Estados-membros, mesmo na nossa famÃlia, não partilham todos da mesma visão sobre a Europa, do futuro, ou do futuro da Europa. A conferência permitir-nos-á ter um debate aberto e franco sobre como ultrapassar as divisões e reforçar o que nos une. Isto é o que sempre fizemos como comunidade nas últimas décadas”, declarou António Costa.
Sublinhando que “a Europa está a enfrentar uma crise sem precedentes”, causada pela pandemia da covid-19, “que trouxe incerteza, ansiedade e medo”, o primeiro-ministro reiterou que “a Conferência sobre o Futuro da Europa é uma forte mensagem de confiança e esperança” no futuro comum, enviada aos cidadãos. “Confiança de que iremos superar a pandemia e a crise, e esperança de que, juntos, construiremos a Europa verde e digital, onde todos têm o futuro”.
António Costa sublinhou por isso que “esta não pode ser uma conferência de instituições, discutindo instituições”, mas deve ser, isso sim, “uma conferência de cidadãos europeus, discutindo o que eles querem, e como querem construir a Europa do futuro”.
“A Conferência sobre o Futuro da Europa reunirá os europeus para discutir as suas principais preocupações e as suas expectativas com os seus representantes. Os partidos polÃticos progressistas têm um papel central neste debate. As polÃticas públicas devem fornecer respostas concretas à s necessidades diárias dos nossos cidadãos. Ninguém se pode sentir deixado para trás. E agora chegou o momento de agir e de construirmos juntos uma sociedade mais justa”, concluiu.
Prevista originalmente para ‘arrancar’ em maio de 2020 e durar dois anos, a conferência foi adiada não só devido à pandemia da covid-19, mas também a diferenças em torno do modelo de governação deste fórum — ultrapassadas já durante a presidência portuguesa do Conselho da UE neste primeiro semestre de 2021 -, e prolongar-se-á por sensivelmente um ano, até à primavera de 2022.
A Conferência sobre o Futuro da Europa é presidida pelo primeiro-ministro, António Costa, durante a presidência rotativa do Conselho da UE — até final de junho, sendo sucedido pelo chefe de Governo da Eslovénia -, pelo presidente do Parlamento Europeu, David Sassoli, e pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
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