
Jacarta, 24 abr 2021 (Lusa) – Os lÃderes da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) exigiriam hoje aos responsáveis pelo golpe de Estado em Myanmar (antiga Birmânia) que acabem com as mortes e libertem os presos polÃticos, segundo o Presidente da Indonésia, Joko Widodo.
Numa reunião de emergência com o general lÃder do golpe de Estado, Min Aung Hlaing, que decorreu hoje na capital indonésia, os lÃderes do sudeste asiático também apelaram para que se inicie, de imediato, um diálogo entre as partes envolvidas no conflito.
“A violência deve ser interrompida, a democracia, a estabilidade e a paz em Myanmar devem ser restauradas imediatamente”, disse Widodo, durante a reunião.
“Os interesses do povo de Myanmar devem sempre ser a prioridade”, sublinhou o Presidente indonésio.
O lÃder da junta militar de Myanmar chegou hoje a Jacarta para uma reunião de crise com lÃderes da ASEAN, de acordo com um vÃdeo oficial.
As imagens fornecidas pelo palácio presidencial mostram o general Min Aung Hlaing a sair do avião, depois de aterrar na capital indonésia para a sua primeira viagem ao estrangeiro desde que os militares tomaram o poder em Myanmar, através do golpe de Estado de 01 de fevereiro.
A presença de Min Aung Hlaing tem motivado crÃticas, por se considerar que o convite é uma legitimação da junta militar.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, e o seu antecessor, Ban Ki-moon, pediram esta semana à ASEAN para agir, de forma a acabar com a repressão contra os civis em Myanmar, durante a cimeira.
Mais de 700 pessoas morreram durante a repressão policial e militar contra o golpe de Estado, segundo a Associação de Assistência aos Prisioneiros PolÃticos (AAPP), que contou mais de 3.200 detidos, incluindo a lÃder deposta, Aung San Suu Kyi.
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