
BrasÃlia, 17 abr 2021 (Lusa) – O Brasil registou hoje mais 2.929 mortes por covid-19, elevando o total de óbitos para 371.678, numa altura em que se verifica no paÃs o colapso da rede hospitalar e escassez de medicamentos para tratar doentes ventilados.
Dados do Ministério da Saúde citados pela agência EFE indicam que hoje foram confirmados 67.636 novos casos de covid-19, elevando o total para as 13.900.091 infeções pelo vÃrus SARS-CoV-2 desde o inÃcio da pandemia no paÃs, em fevereiro de 2020.
Este sábado foram distribuÃdos cerca de 2,3 ??milhões de “kits de intubação”, compostos por três tipos de sedativos necessários ao processo de intubação traqueal de pacientes covid-19 em estado grave.
Esses medicamentos, segundo a Confederação Nacional dos MunicÃpios, estão em falta em pelo menos 975 das 5.570 cidades do paÃs, que, em média, só dispõem dos sedativos necessários para os próximos quatro dias.
Um dos estados em que a situação é considerada crÃtica é São Paulo, o mais populoso do paÃs com 46 milhões de habitantes, e que, neste fim de semana, receberá 400 mil `kits´, um reforço que, segundo autoridades locais, dará para “alguns dias”.
Apesar dessa situação, as autoridades de São Paulo decidiram que, a partir de domingo, vão permitir a reabertura de lojas e igrejas, cujas atividades estavam suspensas desde 06 de março.
Estas reaberturas foram justificadas pela redução na taxa de ocupação das unidades de medicina intensiva em São Paulo, que chegou a atingir mais de 90% e que, atualmente, está nos 82%, o que indica que a rede hospitalar ainda continua sob forte pressão.
O governo de São Paulo manteve o recolher obrigatório noturno entre as 20:00 e as 05:00 e a obrigatoriedade do teletrabalho para atividades administrativas e anunciou que os restaurantes, os cabeleireiros e os ginásios continuarão fechados pelo menos até 24 de abril.
A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 3.000.955 mortos no mundo, resultantes de mais de 139,8 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
A doença é transmitida por um novo coronavÃrus detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
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