
Maputo, 13 abr 2021 (Lusa) — Uma mulher de 49 anos residente no norte de Moçambique e com nacionalidade portuguesa foi hoje raptada em frente ao Consulado Geral de Portugal em Maputo, informou a polÃcia moçambicana.
O rapto ocorreu à s 11:00 (10:00 em Lisboa), depois de a vÃtima deixar o edifÃcio do consulado na Avenida Mao Tse Tung, disse o porta-voz da PRM na cidade de Maputo, Leonel Muchina.
Quando se dirigia para o seu automóvel, a vÃtima “foi intercetada” por indivÃduos desconhecidos numa viatura ligeira com uma arma que se suspeita que fosse uma AKM47, referiu o porta-voz, que não avançou a nacionalidade da vÃtima.
No entanto, outra fonte que acompanha o caso confirmou à Lusa que a vÃtima tem nacionalidade portuguesa e tinha ido tratar da renovação de documentos ao consulado.
A vÃtima, residente em Nampula, é mulher de um empresário com atividade na área da hotelaria naquela provÃncia.
Segundo as autoridades moçambicanas, o grupo de raptores terá arrastado a vÃtima até ao automóvel em que fugiram.
“Nós fizemos uma reconstituição deste crime”, acrescentou.
Este é o segundo rapto registado em menos de 48 horas pelas autoridades na cidade de Maputo.
No domingo, um empresário foi raptado na avenida Romão Fernandes Farinha, no centro da cidade Maputo, pouco tempo depois de estacionar o seu veÃculo nas proximidades de casa.Â
Desde o inÃcio de 2020, as autoridades moçambicanas registaram mais de 10 raptos nas principais cidades do paÃs e as vÃtimas são quase sempre empresários ou seus familiares.
Em outubro daquele ano, um grupo de empresários na cidade da Beira, provÃncia de Sofala, centro de Moçambique, paralisou, por três dias, as suas atividades em protesto contra a onda de raptos no paÃs.
A CTA – Confederação das Associações Económicas de Moçambique, maior agremiação patronal do paÃs, também já exigiu por diversas ocasiões um combate severo a este tipo de crime e até o Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, já pediu mais medidas.
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