
Lisboa, 13 abr 2021 (Lusa) – Cerca de 50 elementos da PolÃcia de Segurança Pública (PSP) concentraram-se hoje em frente ao Centro Cultural de Belém, em Lisboa, para reivindicar a atualização dos salários e a atribuição de subsÃdio de risco.
“Queremos um subsÃdio de risco igual ao que os outros serviços e forças de segurança já têm”, além de uma atualização urgente das tabelas salariais “sob pena de cada vez haver menos pessoas com vontade de vir para a polÃcia”, disse à Lusa o presidente da Organização Sindicatos PolÃcias (OSP), Pedro Carmo.
Rodeado de faixas de protesto que continham as reivindicações da PSP e mensagens de ordem que relembravam a importância do investimento na polÃcia, Pedro Carmo acrescentou que a PSP não quer que sejam subtraÃdos os suplementos já existentes para obter o subsÃdio de risco, pois isso significaria permanecer com o vencimento atual.
A ação foi convocada pelos sindicatos que fazem parte da “Aliança — Hora de agir” e ocorreu durante a manhã de hoje em frente ao local que serve de sede à Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia.
“A mensagem principal que queremos transmitir à Europa que está a reunir à nossa frente é que, apesar de Portugal ser um dos paÃses mais seguros da Europa, é onde os polÃcias são mais mal pagos”, afirmou o vice-presidente do Sindicato PolÃcia pela Ordem e Liberdade (SPPOL) LuÃs Gaspar.Â
A música de José Afonso brada “Eles comem tudo e não deixam nada”, e o presidente do Sindicato Vertical de Carreira de PolÃcia (SVCP), Alexandre Moreira, refere à Lusa que, “ao contrário daquilo que acontece em outras carreiras da função pública”, o Governo não “atribui o devido valor” à PSP nem atualiza os seus salários.
Os sindicatos contestam e sublinham a diferença de 136 euros que separa o salário base da PSP, de 801 euros, do salário mÃnimo nacional.
“Nós vamos estar cá as vezes que forem necessárias para mostrar o nosso descontentamento até que, de alguma forma, sejam tomadas medidas coerentes para tratarem o polÃcia como um cidadão de primeira classe e não um cidadão de segunda”, frisou Pedro Carmo.
Da “Aliança — Hora de agir”, promovida pelo Movimento Zero (MO), faz ainda parte a Associação Sindical Autónoma da PolÃcia (ASAPOL), que também esteve presente na ação de protesto.
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