
Lisboa, 07 abr 2021 (Lusa) — O presidente do PS, Carlos César, lamentou hoje a “terrÃvel, inesperada e desanimadora notÃcia” da morte de Jorge Coelho, elogiando a frontalidade, clareza, argúcia, labor, empreendedorismo e bondade do socialista.
Jorge Coelho, ministro dos governos liderados por António Guterres entre 1995 e 2002, morreu hoje, segundo fonte do PS, vÃtima de paragem cardÃaca fulminante.
“Foi, para mim, como para tantos, uma terrÃvel, inesperada e desanimadora notÃcia. Fica a faltar mais um amigo. Um amigo, desde que o conheci. Um camarada, nos sucessos e nos insucessos polÃticos e partidários”, referiu Carlos César, numa publicação na rede social Facebook, na qual partilhou o vÃdeo com a declaração do secretário-geral do PS e primeiro-ministro, António Costa, a propósito da morte de Jorge Coelho.
O presidente do PS elogiou Jorge Coelho por ser um “conselheiro prestante” e “uma fonte de energia, donde brotou muito do que o PS, a polÃtica e as pessoas podem ter de bom”, ou seja, frontalidade, clareza, argúcia, labor, empreendedorismo e bondade.
“Lembro como, em 1996, ele me acompanhou diariamente na campanha que acabou por dar a primeira vitória regional de sempre nos Açores. E, antes como depois, o seu apoio valioso e fraterno. Fazes falta, meu caro amigo. À tua famÃlia. Aos teus amigos. A todos nós”, concluiu.
Jorge Coelho foi ministro de três pastas: ministro Adjunto; ministro da Administração Interna; ministro da Presidência e do Equipamento Social.
A partir de 1992, com Guterres na liderança, Jorge Coelho foi secretário nacional para a organização, contribuindo para a vitória eleitoral dos socialistas nas legislativas outubro de 1995.
Nascido em 17 de julho de 1954, em Mangualde, distrito de Viseu, Jorge Coelho era empresário, mas continuou sempre a acompanhar a atividade polÃtica, como comentador de programas como a Quadratura do CÃrculo, na SIC NotÃcias e TSF, mas também como cidadão.
Jorge Coelho marcou a atividade polÃtica ao demitir-se do cargo de ministro do Equipamento do executivo de António Guterres após a queda da ponte de Entre-os-Rios em 04 de março de 2001, alegando que “a culpa não pode morrer solteira”.
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