
Washington, 06 abr 2021 (Lusa) – A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, pediu hoje prudência à s instituições públicas face a uma dÃvida pública mundial “muito mais alta do que antes da pandemia”.
“Entrámos na pandemia com nÃveis altos de dÃvida e evidentemente que após um ano e cinco meses, a dÃvida cresceu muito mais”, assinalou Georgieva que falava numa conferência organizada no âmbito das reuniões do FMI e do Banco Mundial.
“Isso acontece porque a receita pública caiu significativamente e a despesa não parou de subir”, acrescentou.
Na sua intervenção, Georgieva afirmou que quase 60% dos paÃses pobres encontra-se numa situação de “emergência” em relação aos nÃveis de endividamento devido à pandemia de covid-19.
Na sua opinião, o ritmo de vacinação nestes paÃses é muito baixo o que aprofunda ainda mais as diferenças em relação a outros paÃses.
A economista-chefe do FMI, Gita Gopinath, também se referiu aos nÃveis de endividamento na conferência de imprensa em que apresentou as previsões do FMI para a economia mundial.
“Os responsáveis polÃticos devem continuar a apoiar as suas economias enquanto enfrentam um espaço polÃtico mais limitado e nÃveis de dÃvida mais elevados do que antes da pandemia”, advertiu.
Nesse sentido, a economista disse que todos os paÃses devem “aderir aos mais elevados padrões de transparência da dÃvida” para ajudar a conter os custos dos empréstimos e reduzir a dÃvida e reconstruir as reservas para o futuro.
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