Covid-19: FCT vai financiar seis projetos sobre impacto da pandemia nos crimes de ódio

Lisboa, 05 abr 2021 (Lusa) — A Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) anunciou hoje que vai apoiar seis projetos de investigação sobre o impacto da pandemia de covid-19 nos crimes de ódio e violência, com um financiamento total de 200 mil euros.

Através de uma dotação total de 200 mil euros, cada um dos seis projetos selecionados vai contar com um financiamento entre os 24 mil e os 35 mil euros, para uma duração máxima de 10 meses, explica a fundação em comunicado.

Os estudos, cinco dos quais coordenados por mulheres, vão debruçar-se sobre o impacto da pandemia de covid-19 nos crimes de discriminação e incitamento ao ódio e à violência, e no discurso de ódio, sobretudo entre grupos mais vulneráveis da população.

Três desses projetos serão sobre discursos de ódio na Internet, dois sobre a exposição de jovens e crianças a discurso de ódio e um outro sobre o enquadramento legal de incitamento ao ódio.

Os projetos serão desenvolvidos pela União de Mulheres Alternativa e Resistência (UMAR), o Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Investigação e Desenvolvimento em Lisboa (INESC-ID), o Centro em Rede de Investigação em Antropologia (CRIA), a Faculdade de Psicologia e Ciências de Educação da Universidade do Porto, o ISCTE — Instituto Universitário de Lisboa e a Universidade Nova de Lisboa.

Esta linha de apoio especial foi lançada pela FCT, em colaboração com a Secretaria de Estado para a Cidadania e a Igualdade e com o apoio do Alto Comissariado Para as Migrações e da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género.

De acordo com a fundação, o apoio segue as recomendações de vários organismos internacionais no sentido de reforçar o conhecimento destes crimes.

“Estas preocupações viram-se amplificadas perante os efeitos desproporcionais em certas comunidades e grupos vulneráveis da expansão de práticas de discriminação e discursos de ódio durante a pandemia de covid-19, conducentes à segmentação, maior insegurança, exclusão social, isolamento e estigmatização desses grupos”, lê-se no comunicado.

As candidaturas decorreram entre 25 de janeiro e 15 de fevereiro, e as 50 elegíveis foram avaliadas por uma comissão de peritos composta por 12 elementos, que emitiu o parecer científico de apoio à decisão da presidente do Conselho Diretivo da FCT.

 

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