
Funchal, Madeira, 06 mar 2021 (Lusa) — O PS/Madeira considerou hoje urgente dissolver as Sociedades de Desenvolvimento da Madeira devido aos avultados prejuÃzos que representam para o erário público regional.
“É urgente a dissolução das Sociedades de Desenvolvimento da Madeira”, declarou o lÃder parlamentar do PS na Assembleia Legislativa da Madeira, Miguel Iglésias, numa nota de imprensa distribuÃda na região.
O deputado socialista destacou os “avultados prejuÃzos que estas representaram para o erário público, ao longo dos últimos anos”, considerando que “este modelo criado é insustentável”.
“Claramente foi um falhanço coletivo ao longo destes anos, dado os avultados prejuÃzos, com os investimentos danosos que teve para o Orçamento Regional e, portanto, está na hora de haver coragem de tomar as decisões corretas”, sustentou.
O responsável da bancada do maior partido da oposição no parlamento madeirense – que ocupa 19 dos 47 lugares no hemiciclo — considerou que “a única forma de resolver esse problema passa por absorver esse passivo de vez e fechar essas empresas que todos os anos geram avultados prejuÃzos”.
Recordou que o PS/Madeira, na sessão legislativa anterior, apresentou uma proposta nesse sentido, mas foi rejeitada pela maioria parlamentar PSD/CDS.
Miguel Iglésias argumentou que “as sociedades de desenvolvimento continuam a ser um enorme sorvedouro de dinheiro público”, apontando que, em 2020, “foi feita uma cobertura de prejuÃzos das SDM, num valor aproximado de 29 milhões de euros, o que corresponde a uma injeção de 150 milhões de euros, nos últimos quatro anos, por parte do executivo regional”.
O parlamentar socialista previu que, “certamente, este mês”, vão surgir “notÃcias de uma nova cobertura muito avultada de prejuÃzos destas sociedades por parte do Governo Regional”.
Também considerou que a proposta apresentada pelo Governo Regional de fusão destas sociedades “numa só, não é a solução mais indicada, pois os problemas estruturais irão se manter”.
No seu entender, este cenário “não faz sentido nenhum”, porque “basicamente vai retirar as dÃvidas atuais destas empresas, mas não vai mudar nada de estrutural na sua atividade”.
“Não conseguimos perceber a lógica de manter estas empresas que historicamente todos os madeirenses e porto-santenses conseguem associar a equipamentos que foram efetivamente um enorme gasto do dinheiro público e com enormes derrapagens para o erário público”, sublinhou.
Para Miguel Iglésias, estas sociedades “só servem basicamente para pagar dÃvida e pagar os ordenados dos seus administradores, o que representa, neste caso, um terço desses custos”.
O deputado referiu ainda que o PS/Madeira tem apresentado várias propostas de “ajuda económica e de apoios à s famÃlias, medidas que levassem ao corte de diversas despesas” que considera “manifestamente supérfluas, como é a questão das Sociedades de Desenvolvimento, a questão das parcerias públicas rodoviárias e a questão também dos lugares de assessoria do Governo Regional”, uma situação que classifica de “simplesmente inadmissÃvel”.
A Madeira tem a Sociedade Metropolitana de Desenvolvimento, a Sociedade de Desenvolvimento do Norte, a Ponta Oeste e do Porto Santo.
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