
Berlim, 13 fev 2021 (Lusa) — A chancelar alemã, Angela Merkel, condenou hoje o “veneno do ódio racista” quando se assinala um ano do homicÃdio em Hanau de nove cidadãos estrangeiros por um elemento da extrema-direita, que depois se suicidou.
O atentado em Hanau, na região oeste do paÃs, foi uma “cisão na convivência pacÃfica” na sociedade alemã, referiu Merkel, na mensagem semanal ao paÃs, desta vez dedicada ao aniversário daquele massacre, ocorrido em 19 de fevereiro de 2020.
“Racismo é veneno; ódio é veneno”, insistiu Merkel, que leu, um a um, os nomes das nove pessoas mortas, de origem afegã, turca, búlgara, romena e bósnia, e várias delas com nacionalidade alemã.
O ataque foi cometido por Tobias Rathjen, elemento da extrema-direita, que disparou contra dois locais frequentados por imigrantes muçulmanos daquela cidade alemã.
Após o massacre, Rathjen voltou para casa e assassinou a mãe, tendo-se suicidado depois.
Antes do ataque, deixou um vÃdeo de oito minutos, que coloco na internet, que, associado a outro material encontrado no seu computador, mostrava que era a favor do racismo, misoginia, anti-semitismo e tinha uma fobia contra os esquerdistas.
O massacre de Hanau, o ataque anti semita em Halle, no leste, e o homicÃdio de Walter Lübcke – um polÃtico conservador que foi morto a tiro por um neonazi – mostram “o que a extrema direita é capaz de fazer”, continuou a chanceler, comprometendo-se e ao seu governo a lutar contra “aquela ideologia devastadora”.
CC // JH
Lusa/fim



