
Porto, 12 fev 2021 (Lusa) – O presidente do PSD considerou hoje necessário preparar um plano para o desconfinamento do paÃs, e nomeadamente para o regresso ao ensino presencial, estabelecendo uma abertura progressiva tendo em conta indicadores cientÃficos.
“[O desconfinamento] deve ser gradual. Nós confinámos de forma gradual, e aà foi mal, devÃamos ter entrado mais forte e mais à bruta. Já na saÃda, acho o contrário, que deve ser com gradualismo e não dever ser num dia estar tudo e no outro dia não estar nada”, defendeu Rui Rio, em declarações aos jornalistas, numa conferência de imprensa no Porto.
Ressalvando que esta é essencialmente uma questão cientÃfica, o social-democrata considerou que o poder polÃtico tem de ouvir e obedecer “à lógica cientÃfica” e só depois assumir as suas responsabilidades.
Nesse sentido, disse tender a concordar com o primeiro-ministro, António Costa, argumentando que, no seu entender, o desconfinamento só pode acontecer quando for atingido um determinado indicador.
Questionado pelos jornalistas, Rio admitiu, contudo, que esse indicador devia já ter sido definido pelo Governo, com base na opinião dos especialistas, ainda que concorde que neste momento não é possÃvel apontar uma data para iniciar o desconfinamento.
“Não se pode exigir isso porque não sabemos quando esse número será atingido”, afirmou.
O lÃder social-democrata defendeu que o Governo tem também de preparar um plano para o regresso ao ensino presencial, definindo uma meta.
“Quando atingirmos um R de x ou um número de infetados de y, aà abrimos até aos 12 anos, por exemplo. Não há nada como planear e pensar as coisas bem”, explicou, salientando que a questão da abertura das escolas é “determinante nas redes de contacto”.
Numa entrevista à Renascença, esta manhã, o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, anunciou que as provas de aferição de Educação FÃsica e de Expressões ArtÃsticas foram canceladas e os exames nacionais adiados.
A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.368.493 mortos no mundo, resultantes de mais de 107,7 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
Em Portugal, morreram 14.885 pessoas dos 778.369 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.
A doença é transmitida por um novo coronavÃrus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
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