
Bissau, 08 fev 2021 (Lusa) – O bastonário da Ordem dos Advogados da Guiné-Bissau, BasÃlio Sanca, afirmou hoje que membros foram impedidos de aceder à sede, um dia após o ultimato da Presidência para abandonarem o edifÃcio, e admite uma queixa-crime contra o Presidente.
Na semana passada, a Presidência da Guiné-Bissau intimou a Ordem dos Advogados a abandonar, até domingo, a sua sede, situada a escassos metros do Palácio da República, alegando questões de segurança no local de trabalho do chefe de Estado guineense.
No sábado, a Ordem dos Advogados decidiu, numa assembleia-geral extraordinária, que não iria acatar o ultimato, com a argumentação de que o imóvel pertence à organização e que lhe foi dado pelo Estado guineense.
A Ordem dos Advogados apenas admite abandonar o local mediante um despacho do Governo a expropriar o imóvel.
De acordo com BasÃlio Sanca, a sede está vedada aos advogados e os portões de acesso têm cadeados.
O bastonário liderou hoje uma comitiva de dezenas de advogados que foi depositar no tribunal uma providência cautelar para pedir a suspensão da decisão da Presidência da República, mas BasÃlio Sanca admite avançar com uma queixa-crime contra o Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló.
“Estamos aqui a exigir que o Presidente da República respeite o Estado de Direito como jurou defender a Constituição da República e as demais leis da República. Estamos aqui para cobrar o voto do povo guineense e todos os juramentos que ele fez”, notou BasÃlio Sanca.
O lÃder dos advogados guineense disse que a Ordem pondera “ir mais longe” com o assunto, sem, no entanto, especificar que medidas vai adotar.
BasÃlio Sanca aguarda que “o Presidente da República reconsidere a sua posição” e anunciou que nos próximos tempos a Ordem dos Advogados vai funcionar no seu escritório em Bissau.
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