
Copenhaga, 24 jan 2021 (Lusa) – Uma manifestação contra as restrições impostas para conter a pandemia, organizada por um grupo radical, em Copenhaga, originou novos incidentes na noite de sábado e resultou em cinco detenções, relataram a polÃcia e os meios de comunicação locais.
No protesto foi ainda queimado um manequim com a imagem do rosto da primeira-ministra, Mette Frederiksen.
Várias centenas de pessoas reuniram-se ao inÃcio da noite antes de marcharem com tochas pela capital dinamarquesa, gritando “liberdade para a Dinamarca, já chega”, contra as medidas tomadas para evitar a propagação da covid-19.
O grupo no Facebook chamado “Homens de Negro Dinamarca” organiza, há mais de um mês, manifestações contra a “coerção” e a “ditadura” do semiconfinamento no paÃs.
Apesar do tom radical dos manifestantes, a maior parte da marcha decorreu de forma pacÃfica, com um forte dispositivo policial. As tensões surgiram à medida que os manifestantes começaram a dispersar, quando foram arremessadas garrafas à s forças de segurança.
“Fizemos cinco detenções relacionadas com a manifestação e a desordem que se seguiu”, informou a polÃcia de Copenhaga, no Twitter. Os detidos foram hoje libertados.
A polÃcia está também a investigar a queima da efÃgie da primeira-ministra, muito invulgar em manifestações na Dinamarca.
O manequim, vestido de Mette Frederiksen, foi içado para um candeeiro de rua com um pedaço de papel afixado que dizia “ela deve ser morta”, de acordo com vÃdeos divulgados pelos meios de comunicação locais.
O incidente foi hoje condenado com veemência pelos polÃticos dinamarqueses, incluindo a oposição.
A manifestação “Homens de Negro”, há duas semanas, ficou marcada pela escalada de violência, de que resultaram 20 detenções na sequência de confrontos entre a polÃcia e os manifestantes.
A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.107.903 mortos resultantes de mais de 98,1 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
A doença é transmitida por um novo coronavÃrus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
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