
Lisboa, 15 jan 2021 (Lusa) – A Confederação Empresarial de Portugal (CIP) mostrou-se hoje contra a proibição de venda de artigos como livros, roupa e objetos de decoração nos supermercados, defendendo que esta vem causar danos económicos e privar os consumidores.
“No entender da CIP esta é uma medida errada. A CIP tem defendido que as medidas restritivas de combate à propagação da pandemia devem obedecer a um critério de proporcionalidade, tendo em conta as perturbações económicas e sociais que delas possam advir”, apontou, em comunicado a confederação.
Para a CIP, esta medida vem “privar ou dificultar” o acesso a um “leque alargado” de bens e causa “maiores danos económicos” à s empresas que “têm nos super e hipermercados um importante canal de comercialização”, sem trazer qualquer benefÃcio em termos de saúde pública.
Adicionalmente, a confederação empresarial notou que esta proibição “está longe” de proteger os pequenos comerciantes, obrigados a encerrar os seus estabelecimentos, quando outros canais estão abertos, nomeadamente, as plataformas eletrónicas.
“A concorrência é um valor a defender, mas não à custa do aprofundamento da gravÃssima crise económica e social que estamos a viver”, vincou.
Neste sentido, a CIP apelou ao Governo que “pondere seriamente” os custos-benefÃcios desta medida.
Os supermercados e hipermercados vão ficar impedidos a partir da próxima semana de vender artigos não alimentares, como roupa, livros e objetos de decoração, disse, na quinta-feira, o ministro de Estado e da Economia.
“Determinámos o encerramento de um conjunto de atividades comerciais, de lojas de comércio retalho e o que está previsto é que seja possÃvel limitar a venda nos super ou hipermercados, grandes superfÃcies de distribuição alimentar, o tipo de produtos que é comercializado nas lojas cujo encerramento se determina [neste novo confinamento geral]”, disse, na altura, Siza Vieira, que falava numa conferência de imprensa conjunta com a ministra da Cultura de apresentação das medidas de apoio à s empresas.
Em causa estão, segundo adiantou Siza Vieira, produtos de decoração, desportivos, livros ou têxteis, ou seja, artigos vendidos nas lojas de retalho que estão obrigadas a encerrar portas a partir de hoje.
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