
Washington, 11 jan 2021 (Lusa) — O Presidente norte-americano eleito, Joe Biden, anunciou hoje a escolha do antigo diplomata de carreira William Burns para chefiar a CIA, a agência dos serviços de informações, também designados como serviços secretos, dos Estados Unidos.
“Bill (William) Burns é um diplomata exemplar com décadas de experiência no cenário mundial para manter o nosso povo e o nosso paÃs seguros e protegidos”, referiu Joe Biden num comunicado em que anuncia a escolha para a liderança da Central Intelligence Agency (CIA).
“Partilha da minha profunda convicção de que os serviços de informações devem ser apolÃticos e que os dedicados profissionais [desta agência] ao serviço da nossa nação merecem a nossa gratidão e respeito”, acrescentou Biden, que tomará posse como 46.º Presidente dos Estados Unidos da América (EUA) em 20 de janeiro.
Antigo embaixador na Rússia (entre 2005 e 2008) e na Jordânia, Burns, de 64 anos, integrou os quadros do Departamento de Estado norte-americano durante 33 anos, tendo trabalhado com administrações republicanas e democratas.
Atingiu o topo da carreira quando foi designado vice-secretário de Estado (2011-2014) durante a administração liderada pelo Presidente Barack Obama (democrata).
Aposentou-se da carreira diplomática ainda em 2014 para presidir à Fundação Carnegie para a Paz Internacional, um ‘think tank’ (centro de intervenção e de reflexão) na área das relações internacionais.
William Burns irá suceder na liderança da CIA a Gina Haspel, que assumiu o cargo em 2018.
Na altura, Gina Haspel sucedeu a Mike Pompeo, que foi diretor da CIA entre 2017 e 2018 antes de ser nomeado secretário de Estado norte-americano pelo Presidente republicano Donald Trump.
Se a sua nomeação for confirmada pelo Senado (câmara alta do Congresso norte-americano), William Burns irá tornar-se o primeiro diplomata de carreira a liderar a CIA, sublinhou o comunicado divulgado pela equipa de Joe Biden.
“O embaixador Burns trará o conhecimento, o discernimento e a perspetiva de que necessitamos para prevenir e enfrentar as ameaças antes que elas possam chegar ao nosso território”, concluiu Biden.
No último ano, William Burns assinou vários artigos que continham fortes crÃticas à s orientações assumidas pela administração de Donald Trump em matéria de polÃtica externa.
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