
Lisboa, 08 jan 2021 (Lusa) – O PS afastou hoje um adiamento das eleições presidenciais, que implicariam uma revisão constitucional impossÃvel em emergência, mas defendeu o aprofundamento de mecanismos para facilitar o voto em 24 de janeiro.
Questionado pelos jornalistas no final de uma audiência com o primeiro-ministro, o secretário-geral adjunto do PS, José LuÃs Carneiro, sublinhou que “não é possÃvel fazer uma revisão constitucional” durante a vigência do estado de emergência.
“Não há condições para uma revisão constitucional em cima de uma crise desta natureza. Uma revisão da Constituição deve ser feita em circunstâncias de muita ponderação”, salientou.
Ainda assim, o dirigente socialista considerou que “há medidas que podem ser adotadas e que garantem as salvaguardas dos direitos constitucionais e exercÃcio dos direitos democráticos”.
José LuÃs Carneiro referiu-se, em particular, ao dia das eleições, 24 de janeiro, e apelou à s autoridades locais e também à Comissão Nacional de Eleições (CNE) para que possam criar “mais locais para o exercÃcio de voto”, locais de voto “mais arejados” e acessÃveis a cidadãos com mobilidade reduzida e também potenciar o voto antecipado.
Questionado se seria possÃvel criar secções de voto em lares ou instituições sociais, para evitar que os mais velhos tenham de se deslocar à s urnas, o também deputado – que estava acompanhado da lÃder parlamentar socialista Ana Catarina Mendes – adiantou que a bancada tem previsto “um diálogo” com a CNE.
“Temos previsto fazer chegar à CNE um conjunto de sugestões e recomendações para criar mecanismos de agilização e facilitação do exercÃcio do direito de voto de todos os cidadãos”, afirmou.
Já sobre a campanha eleitoral, que decorre oficialmente entre domingo e dia 22 de janeiro, José LuÃs Carneiro desejou que “todos os deveres de responsabilidade sejam cumpridos” pelos candidatos e recordou que, mesmo nos momentos mais crÃticos da primeira fase da pandemia, “os órgãos democráticos estiveram sempre a funcionar”.
Hoje, também depois da reunião com o António Costa, o presidente do PSD, Rui Rio, afirmou-se disponÃvel para analisar a possibilidade de as eleições presidenciais serem adiadas se houver pedidos de candidatos nesse sentido e caso exista no parlamento “consenso e bom senso” para ultrapassar obstáculos constitucionais.
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