COVID-19: MAIOR CIDADE DA AMAZÓNIA BRASILEIRA DECLARA ESTADO DE EMERGÊNCIA

São Paulo, 05 jan 2021 (Lusa) — A cidade brasileira de Manaus, localizada na região amazónica, declarou estado de emergência por 180 dias devido a um aumento de casos de covid-19 que deixou seu sistema de saúde a beira de um colapso.

O estado de emergência foi oficializado num decreto emitido hoje, que permite ao governo municipal de Manaus contratar pessoas, serviços e materiais para combater a pandemia sem licitações públicas.

A prefeitura de Manaus também suspendeu a autorização para a realização de eventos na cidade e estabeleceu o regime de teletrabalho para funcionários municipais não essenciais até março.

“Estamos adotando todas as medidas necessárias para contribuir de forma decisiva no combate à covid-19, especialmente neste momento em que a cidade vem registando um aumento de casos e, infelizmente, de mortes”, disse o prefeito de Manaus, David Almeida, citado numa declaração enviada à imprensa.

Manaus foi uma das primeiras cidades brasileiras atingidas pela pandemia no início do ano passado, quando hospitais recusaram pacientes e o cemitério da cidade foi forçado a enterrar pessoas em valas comuns.

Nesta semana, imagens e informações divulgadas por moradores de Manaus voltaram a mostrar a superlotação em hospitais, com pacientes aguardando tratamento em camas nos corredores.

Os hospitais reinstalaram contentores refrigerados fora de suas instalações para armazenar os cadáveres das vítimas da covid-19.

Manaus tem cerca de 2,2 milhões de habitantes e registou cerca de 3.400 mortes desde o início da pandemia.

O Brasil é o país lusófono mais afetado pela pandemia e um dos mais atingidos no mundo, ao contabilizar o segundo maior número de mortos (196.561, em mais de 7,7 milhões de casos), depois dos Estados Unidos.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.854.305 mortos resultantes de mais de 85 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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