
Londres, 04 jan 2021 (Lusa) – O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, anunciou hoje um confinamento de seis semanas para conter a aceleração da pandemia de covid-19 em Inglaterra, incluindo o encerramento das escolas até pelo menos 05 de fevereiro.Â
Boris Jonson disse que o paÃs está num “momento crÃtico” e que são necessárias medidas “fortes o suficiente” para travar o avanço da nova variante do coronavÃrus, considerada mais infecciosa.Â
“O governo está a dar instruções novamente para ficarem em casa. Só podem sair de casa por motivos restritos previstos na lei, como comprar bens essenciais, trabalhar se não o puder fazer de casa, fazer exercÃcio, ter assistência médica, ou escapar a violência doméstica”, anunciou numa comunicação televisiva.Â
O Reino Unido registou 58.784 novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas, um novo máximo diário e o sétimo dia consecutivo em que o número diário de casos ultrapassou 50.000, e 407 mortes, para um total de 75.431 mortes desde o inÃcio da pandemia.Â
Nos últimos dias a média diária de casos aumentou 50% e de mortes 21% comparando com os sete dias anteriores.
 O Parlamento foi convocado para se reunir extraordinariamente na quarta-feira e aprovar as medidas a nÃvel nacional.
Devido ao agravamento da situação epidémica, o governo britânico já tinha determinado um recomeço faseado das aulas em Inglaterra, mas tem estado sob pressa opara manter as escolas fechadas por questões de segurança.
Uma sondagem da empresa YouGov divulgada hoje à tarde indicava que cerca de 79% das pessoas apoiavam fortemente (51%) ou de alguma forma (28%) a hipótese de confinamento e apenas 16% são fortemente (7%) ou um pouco (9%) contra.
Por outro lado, 69% dos britânicos pensam que o governo do Reino Unido está a fazer um péssimo trabalho relativamente às escolas, ao ter anunciado que as aulas iriam ser retomadas esta semana e dias depois recuar na medida.
Antes do anúncio, o lÃder do Partido Trabalhista, Keir Starmer, já tinha dito à BBC que o encerramento das escolas era “inevitável” e que o primeiro-ministro deve acelerar o programa de vacinação e assumir uma meta de quatro milhões de vacinas por semana até fevereiro.Â
“O vÃrus está fora de controlo. O sistema de nÃveis [de restrições] claramente não está a funcionar e todos nós sabemos que são necessárias medidas mais rÃgidas. (…) Se vamos pedir ao povo britânico que se sujeite a restrições nacionais duras – e pedimos porque isso precisa de acontecer imediatamente -, então o contrato precisa ser que o programa de vacinas seja avance o mais rápido possÃvel”.Â
Starmer quer que comecem a ser administradas duas milhões de doses por semana em janeiro e o dobro em fevereiro.
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