
São Paulo, 14 dez 2020 (Lusa) – A atividade económica do Brasil cresceu 0,86% em outubro na comparação com setembro, sexta subida consecutiva no ano, o que confirma a reação do país após os impactos negativos da pandemia de covid-19, informou hoje o Banco Central.
O chamado Índice de Atividade Económica (IBC-Br), que o Banco Central mede mensalmente para tentar antecipar a trajetória do Produto Interno Bruto (PIB), foi impulsionado em outubro por aumentos na produção industrial (+ 1,1%) e vendas do retalho (+ 0,9%) e do setor de serviços (+ 1,7%).
No entanto, na comparação com igual mês do ano passado, o indicador caiu 2,61%, enquanto acumula queda de 4,92% nos 10 primeiros meses de 2020.
No acumulado dos últimos 12 meses até outubro, a atividade económica brasileira registou queda de 3,93%.
Apesar de registar o sexto resultado mensal consecutivo, os números apontam para uma desaceleração no ritmo de crescimento do Brasil já que, em setembro, o IBC-Br avançou 1,68% em relação a agosto, segundo o cálculo revisto do Banco Central.
Da mesma forma, o crescimento de 0,86% da atividade económica em outubro foi inferior à projeção de analistas, que esperavam uma subida de 1,1%.
O IBC-Br é considerado um indicador que antecipa as tendências do PIB cujo resultado é divulgado trimestralmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Após um colapso de 9,7% no segundo trimestre, a maior economia da América do Sul deu sinais de recuperação a partir de agosto, embora caminhe para uma retração recorde em 2020, pressionada pela pandemia, que já deixou mais de 181.000 mortos e 6,9 milhões de infetados no país.
Tanto o Governo quanto o mercado financeiro estimam que a contração da economia brasileira em 2020 ficará entre 4% e 5%.
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