
Hong Kong, 12 dez 2020 (Lusa) — Jimmy Lai, magnata dos ‘media’ e defensor da democracia em Hong Kong, viu hoje a sua fiança ser rejeitada após ter sido acusado por violar a nova lei de segurança nacional daquele território semi-autónomo.
Lai conheceu na sexta-feira uma acusação de conluio com grupos estrangeiros para colocar em risco a segurança nacional de Hong Kong, por mensagens que colocou na rede social Twitter e por comentários que fez em meios de comunicação internacionais.
O jornal Apple Daily – de que Jimmy Lai é proprietário e conhecido pelo seu comprometimento com o movimento pró-democracia — escreve hoje que Lai é acusado de ter pedido a paÃses, organizações e pessoas estrangeiras para imporem sanções ou para se envolverem em atividades hostis contra Honk Kong ou contra a China.
A análise do seu processo judicial foi adiado para 16 de abril, a pedido dos procuradores, que alegaram que a polÃcia precisava de mais tempo para rever mais de mil ‘tweets’ e de comentários de Lai, segundo uma peça do Apple Daily.
Lai, que se encontra detido por acusações de fraude, após uma busca da polÃcia à s instalações dos seus meios de comunicação, pôde ser visto algemado enquanto os guardas o levavam desde a cadeia até ao tribunal.
Pequim impôs no inÃcio deste ano uma lei de segurança nacional em Hong Kong, contestada pela comunidade internacional, após protestos do movimento pró-democracia na ex-colónia britânica.
A nova lei proÃbe a secessão, subversão, terrorismo e conluio com forças estrangeiras para interferir nos assuntos de Hong Kong, restringindo a liberdade de expressão e de reunião.
O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, usou hoje a sua conta de Twitter para comentar que a lei de segurança em Hong Kong “brinca com a justiça”, pedindo a libertação de Lai, com quem reuniu no inÃcio deste ano, dizendo que o seu único crime foi falar a verdade sobre o Governo autoritário do Partido Comunista Chinês.
Na sexta-feira, o Governo britânico mostrou preocupação com a situação de Jimmy Lai.
“O Reino Unido continua muito preocupado com a disposição das autoridades de Hong Kong de continuar com os procedimentos legais contra figuras pró-democracia, como Jimmy Lai”, disse um porta-voz do primeiro-ministro britânico, Boris Johnson.
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