
Lisboa,28 out 2020 (Lusa) — O ministro dos Negócios Estrangeiros apontou hoje que se impõe “um esforço muito grande” para travar a propagação do coronavÃrus ” para salvar o Natal” das famÃlias dos cerca de 5 milhões de portugueses e lusodescendentes no estrangeiro.
Augusto Santos Silva falava na comissão parlamentar de Assuntos Europeus, onde foi ouvido acerca da cimeira de lÃderes da União Europeia (UE) dedicada à pandemia que se realiza na quinta-feira por videoconferência.
O ministro foi questionado por deputados do PS, BE e PCP sobre a eventualidade de novas restrições à s viagens internacionais devido ao atual agravamento da situação epidemiológica, com a bloquista FabÃola Cardoso a evocar designadamente o habitual fluxo de portugueses no estrangeiro para se reunirem com as famÃlias em Portugal na época do Natal.
“Creio que temos de fazer nestes dias um esforço muito grande para conter o alastramento do vÃrus exatamente para podermos salvar o Natal”, disse o ministro.
Frisando não querer imprimir um “tom dramático” à expressão, Santos Silva explicou que, sendo o Natal “uma ocasião muito importante de reunião familiar”, em Portugal ela envolve potencialmente as famÃlias de 2,3 milhões de portugueses residentes no estrangeiro, número que ascende a 5 milhões quando se contam também os que já nasceram fora do paÃs.
“É muito importante que na Europa consigamos conter o vÃrus de forma a preservarmos esse bem maior que é a mobilidade intraeuropeia”, disse Santos Silva, acrescentando que, para fora da Europa, o Ministério dos Negócios Estrangeiros continua “a desaconselhar vivamente viagens não essenciais”, “designadamente para paÃses fora da UE e paÃses sem representação diplomática portuguesa”.
Nas respostas aos deputados que o questionaram sobre eventuais novos fechos de fronteiras na UE ante o atual agravamento da pandemia, o ministro insistiu que Portugal sempre foi e continua a ser contra medidas desse tipo, mas considerou que todos os paÃses da UE “aprenderam bastante com o resultado que isso teve” e sabem hoje que sempre que houve coordenação foram criadas “melhores condições combater pandemia”.
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