
Bruxelas, 23 out 2020 (Lusa) — A Comissão Europeia autorizou hoje Portugal a reorientar verbas comunitárias dos fundos da polÃtica de coesão e alocar mil milhões de euros à recuperação económica da crise gerada pela pandemia de covid-19, combatendo os seus “efeitos adversos”.
Em comunicado, o executivo comunitário explica que “aprovou a modificação de 10 programas operacionais em Portugal, reorientando um total de mais de mil milhões de euros de fundos da polÃtica de coesão europeia”, incluindo os fundos de Desenvolvimento Regional (FEDER), de Coesão (FC) e Social Europeu (FSE).
“Juntamente com um aumento temporário da taxa de cofinanciamento da UE para 100% para projetos da polÃtica de coesão de combate à pandemia, estas mudanças permitirão ao paÃs enfrentar os efeitos adversos da crise do coronavÃrus na economia, apoiando a sua recuperação”, sustenta a instituição na nota de imprensa.
De acordo com Bruxelas, estão em causa investimentos na área da saúde para, por exemplo, adquirir testes e equipamento de proteção pessoal, e da educação, para permitir a digitalização das escolas.
Este reafetação das verbas comunitárias irá, ainda, permitir ao paÃs apoiar pequenas e médias empresas (PME), o setor do turismo e atividades culturais.
Para tal, foram feitos ajustamentos aos programas operacionais de Portugal para sete regiões (Algarve, Açores, Centro, Lisboa, Madeira, Norte, Alentejo), bem a três programas nacionais (como os destinados à competitividade — Compete; à sustentabilidade dos recursos — SEUR; e à assistência técnica).
A Comissão Europeia destaca que esta reafetação dos montantes foi possÃvel devido à “excecional flexibilidade” das iniciativas comunitárias de investimento e resposta à crise do novo coronavÃrus (CRII e CRII+).
Isto porque, “permitem aos Estados-membros utilizar fundos da polÃtica de coesão para apoiar setores de maior risco devido à pandemia, tais como os cuidados de saúde, as PME e o mercado de trabalho”, conclui a instituição.
A comissária europeia da Coesão e Reformas, a portuguesa Elisa Ferreira, sublinha que, à semelhança do que já foi feito em outros paÃses da UE, “graças a estas mudanças, Portugal e as suas regiões ultraperiféricas irão impulsionar a sua recuperação socioeconómica e sanitária”.
“A resposta rápida e abrangente da Comissão à crise do [novo] coronavÃrus prova que, quando cooperamos e estamos unidos, somos mais fortes e capazes de enfrentar desafios inesperados”, adianta Elisa Ferreira, citada pelo comunicado.
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