
Washington, 19 set 2020 (Lusa) – O candidato democrata à Casa Branca afirmou que deve ser o próximo Presidente dos Estados Unidos, eleito em 03 de novembro, a escolher o substituto da juÃza do Supremo Tribunal Ruth Bader Ginsburg, que morreu na sexta-feira.
“Esta noite e nos próximos dias, vamos estar focados na morte da juÃza e no seu legado imortal. Mas para que não haja qualquer dúvida, deixem-me ser claro: os eleitores devem escolher o Presidente e o Presidente deve escolher o juiz para que o Senado o considere”, afirmou Joe Biden, numa declaração emitida em direto de sua casa no estado de Delaware.
Biden lembrou que em 2016, na sequência da morte do juiz conservador do Supremo Tribunal Antonin Scalia, o lÃder da maioria republicana do Senado, Mitch McConnell, ignorou o substituto escolhido pelo então Presidente Barack Obama (2009-2017) e não submeteu a sua nomeação a voto, com o argumento que não fazia sentido uma aprovação em ano eleitoral.
Na altura, salientou Biden, faltavam quase nove meses para as presidenciais, enquanto agora faltam apenas 46 dias.
“Estamos a falar da Constituição e do Supremo Tribunal. Essa instituição não devia estar sujeita à polÃtica”, destacou.
Na sexta-feira, o Supremo Tribunal anunciou que Ruth Bader Ginsburg tinham morrido, aos 87 anos, na sua casa, de complicações de um cancro pancreático.
O Supremo Tribunal dos Estados Unidos é composto por nove juÃzes, com cargos vitalÃcios e que têm o poder de mudar as leis do paÃs. Na prática, desempenham um papel crucial em temas como o aborto, os direitos dos imigrantes, a privacidade, a pena de morte e a posse de armas.
Os magistrados são nomeados pelo Presidente norte-americano e devem ser confirmados pelo Senado.
Atualmente, os republicanos detêm a maioria no Senado e o lÃder, Mitch McConnell, emitiu já um comunicado, no qual se comprometeu a submeter a votação o candidato que Trump escolher para o Supremo Tribunal.
Na sequência da morte de Ginsburg, a mais alta instância judicial dos Estados Unidos integra oito juÃzes: três progressistas e cinco conservadores.
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