
Nova Iorque, 19 ago 2020 (Lusa) — A bolsa nova-iorquina encerrou hoje em baixa, dia em que foi divulgado um documento do banco central dos EUA, a Reserva Federal (Fed), em que manifesta alguma prudência quanto à conjuntura económica.
O Ãndice seletivo de Wall Street, o Dow Jones Industrial Average, recuou 0,31%, para os 27.692,88 pontos.
Já o tecnológico Nasdaq baixou 0,57%, para as 11.146,46 unidades, ao passo que o alargado S&P500, que fechou a sessão de terça-feira em nÃvel inédito, desvalorizou 0,44%, para 3.374,85 pontos.
O recorde estabelecido pelo S&P500 na terça-feira significou a anulação total das perdas que tinha sofrido desde o inÃcio da propagação da pandemia nos EUA.
Na sessão de hoje, os Ãndices estavam a evoluir em alta ligeira até à divulgação das atas da reunião mais recente do comité de polÃtica Monetária da Fed, FOMC, na sigla em inglês.
Sem avançar elementos particularmente novos, estas minutas “deram uma razão aos investidores para fazerem algumas vendas”, considerou Patrick O’Hare, da Briefing.
Os participantes na reunião do FOMC sublinharam, em particular, “a incerteza que envolve as perspetivas económicas (continua) muito elevada, e a trajetória da economia dependente fortemente da do coronavÃrus e da resposta pública à situação”, isto é, de um eventual novo conjunto de medidas de apoio e estÃmulos.
Ora, a Casa Branca e os democratas do Congresso discutem desde há semanas novas medidas de ajuda para famÃlias, empresas, entidades estaduais e escolas, sem chegarem a acordo.
Para mais, “o mercado de trabalho está longe de uma recuperação completa”, mesmo depois da criação de emprego verificada em maio e junho, sublinharam os participantes na reunião.
Para O’Hare, é provável que se sucedam várias sessões voláteis nos próximos dias, uma vez que os volumes das transações são baixos no perÃodo das férias de verão.
“Não é de admirar ver alguma contração depois da subida dos Ãndices a que acabámos de assistir”, realçou.
O dia bolsista foi ainda marcado pela Apple, que se tornou a primeira empresa dos EUA a passar o limiar dos dois biliões (milhão de milhões) de dólares (1,7 biliões de euros) de capitalização bolsista.
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