
Minsk, 13 ago 2020 (Lusa) — As autoridades da Bielorrússia libertaram mais de mil pessoas que estavam detidas devido à s manifestações contra a reeleição do Presidente do paÃs, Alexander Lukashenko, anunciou hoje o presidente do Senado.
“Mais de mil pessoas foram libertadas com a obrigação de não participarem em manifestações não autorizadas”, disse Natalia Kotchanova, em declarações transmitidas através da televisão estatal, citadas pela agência France-Presse.
Já o ministro do Interior, Yuri Karaev, pediu desculpa pela violência policial contra pessoas que não participavam nos protestos.
Milhares de pessoas formaram hoje cordões humanos nas ruas de Minsk para denunciarem a repressão violenta das manifestações de contestação dos resultados das eleições de domingo, que mantiveram no poder o Presidente Lukashenko, noticiou a AFP.
No total, milhares de pessoas aderiram a este tipo de ação na capital, enquanto nas redes sociais se multiplicam as imagens de iniciativas semelhantes no paÃs.
Há também relato de greves em empresas e fábricas no paÃs.
Esta forma de mobilização, lançada na quarta-feira por dezenas de mulheres vestidas de branco, até agora não desencadeou uma repressão violenta como a que visou as manifestações noturnas.
Milhares de pessoas manifestam-se na Bielorrússia desde domingo, exigindo a recontagem dos votos que deram no domingo a Alexander Lukashenko uma vitória esmagadora, com 80% dos votos.
Desde domingo, mais de 6.700 pessoas foram detidas durante ações de protesto.
A principal candidata da oposição, Sviatlana Tsikhanouskaya, cujas ações de campanha atraÃram multidões de eleitores frustrados com o Governo autoritário de 26 anos de Lukashenko, terá obtido apenas 10% dos votos.
A polÃcia reprimiu os protestos com cassetetes, gás lacrimogéneo e balas de borracha, granadas atordoantes e outros meios. Um manifestante morreu na segunda-feira em Minsk e muitos ficaram feridos.
A Rádio Liberdade informou que um segundo homem morreu num hospital na cidade de Gomel, sudeste do paÃs, após ser detido pela polÃcia.
A repressão aos manifestantes tem gerado duras crÃticas na comunidade internacional.
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