
Katmandu, 31 jul 2020 (Lusa) — O Nepal reabriu o acesso à s suas montanhas e em particular ao Everest, para expedições no outono, na esperança de revitalizar o setor de turismo, atingido pela crise da covid-19, anunciaram hoje as autoridades.
O paÃs fechou as fronteiras em março, pouco antes do pico da temporada turÃstica, quando é costume milhares de caminhantes e alpinistas viajarem para os Himalaias.
A decisão, motivada pela pandemia, custou milhões de dólares à economia nepalesa e levou muitos cidadãos ao desemprego.
As expedições nas montanhas feitas entre setembro e novembro são muito mais difÃceis do que as da primavera, devido aos ventos e temperaturas mais baixas, pelo que se registam sempre muito menos tentativas de escalar os picos mais altos nesses meses.
O confinamento nacional foi suspenso na semana passada e o Nepal decidiu agora abrir portas “à s atividades turÃsticas, incluindo montanhismo e caminhadas”, disse Mira Acharya, do Ministério do Turismo do Nepal.
Os voos internacionais para o Nepal só serão, no entanto, retomados a partir de 17 de agosto.
A “reabertura” das montanhas nepalesas acontece numa semana em que o paÃs registou novamente mais de mil casos de infeções por coronavÃrus, totalizando 19.547 doentes desde o inÃcio da pandemia.
Segundo garantiu Mira Acharia, as autoridades continuam a insistir nos protocolos de segurança sanitária e, em particular, na quarentena que os turistas terão de fazer quando chegarem ao paÃs.
As expedições à s montanhas do Nepal estavam canceladas, já que alpinistas e equipas de apoio costumam viver em “grande promiscuidade”, montando as tendas muito perto umas das outras e partilhando materiais e alimentos.
Por outro lado, a altitude dificulta a respiração, agravando os riscos médicos de infeções.
O Nepal recebeu 1,2 milhões de visitantes no ano passado, cerca de um terço dos quais durante a temporada turÃstica de outono, segundo dados oficiais.
A pandemia de covid-19 já provocou mais de 673 mil mortos e infetou mais de 17,3 milhões de pessoas em 196 paÃses e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
A doença é transmitida por um novo coronavÃrus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.
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