
Lisboa, 25 jun 2020 (Lusa) — O mandato dos órgãos sociais do Comité OlÃmpico de Portugal (COP) vai ser prolongado até ao fim dos Jogos OlÃmpicos de Tóquio, a decorrer em 2021, decisão aprovada hoje pela “unanimidade” da assembleia plenária do organismo.
Face à s “circunstâncias extraordinárias” resultantes da pandemia da covid-19, que ditou o adiamento dos Jogos por um ano, a Comissão Executiva do COP, liderado por José Manuel Constantino, decidiu propor o prolongamento do mandato, ficando somente por definir a data precisa do ato eleitoral, “que acontecerá durante o primeiro trimestre de 2022”.
Os Jogos OlÃmpicos Tóquio2020, que deveriam decorrer entre 24 de julho e 09 de agosto deste ano, foram adiados para o perÃodo entre 23 de julho a 08 de agosto de 2021, devido à pandemia de covid-19.
O mandato dos membros dos órgãos sociais tem a duração de quatro anos, coincidentes com o ciclo olÃmpico, porém, a pandemia alterou as regras vigentes, modificadas sempre de acordo com as orientações emanadas pelo Comité OlÃmpico Internacional, bem como as medidas excecionais aplicáveis à s Federações Desportivas.
“A apresentação desta proposta baseou-se na ideia de permitir a conclusão do processo desenvolvido ao longo de quatro anos relativamente ao Programa de Preparação OlÃmpica e respetiva participação nos Jogos OlÃmpicos Tóquio 2020 num quadro de estabilidade”, esclareceu o COP.
A adequação dos mandatos dos dirigentes das federações nacionais ao ciclo olÃmpico, tendo em conta o adiamento de Tóquio2020, já tinha sido aprovada pelo Governo, em 23 de abril, numa regulamentação que exclui o organismo olÃmpico, que está dependente dos estatutos do COP e da Carta OlÃmpica.
O Relatório de Atividades e Contas do COP referente a 2019 e o Plano de Atividades e o Orçamento Retificativo para 2020 foram ambos “aprovados por unanimidade”.
Foi votada favoravelmente a adoção da Declaração dos Atletas que define um conjunto comum de direitos e deveres para os atletas do Movimento OlÃmpico sob a jurisdição dos seus membros.
Esta iniciativa da Comissão de Atletas do Comité OlÃmpico Internacional “é inspirada pela Declaração Universal dos Direitos Humanos e noutros acordos, princÃpios e tratados internacionais de direitos humanos”.
“O seu objetivo é orientar as ações do Movimento OlÃmpico, reforçando o apoio aos atletas, independentemente do seu desporto, idade, género ou nacionalidade”, esclarece o COP.
De acordo com o organismo, este documento abrange temas como a antidopagem, integridade, desporto limpo, comunicação, governação, discriminação e proteção contra o assédio e abuso sexual.
Na reunião magna, o COP admitiu como “membros extraordinários” a Federação Portuguesa de Jogos Tradicionais, Federação de Ju-Jitsu e Disciplinas Associadas de Portugal, o Conselho Nacional de Associações de Profissionais de Educação FÃsica e Desporto e a Federação Portuguesa de Lohan Tao Kempo.
Na fase de informações, o presidente da Federação Portuguesa de Canoagem, VÃtor Félix, elogiou a “aproximação” entre Comité OlÃmpico de Portugal, Comité ParalÃmpico de Portugal e Confederação do Desporto de Portugal na análise da situação do sistema desportivo português e na solicitação de audiências ao Parlamento e ao secretário de Estado da Juventude e Desporto.
Já o lÃder da federação de natação, António Silva, falou na necessidade de existir uma “voz única” capaz de criar no poder polÃtico uma “perceção de convergência” em relação ao desporto que transmita uma ideia de força do setor.
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