
Washington, 15 jun 2020 (Lusa) – Donald Trump anunciou hoje que queria reduzir claramente o número de militares norte-americanos na Alemanha, em mais de metade, argumentando que o governo alemão tinha “dÃvidas” com a NATO e tratava “mal” os EUA em assuntos comerciais.
Em declarações a jornalistas, Trump garantiu que estavam estacionados 52 mil soldados norte-americanos na Alemanha, principal ponto de apoio dos EUA na NATO. “É um custo enorme para os EUA”, acrescentou, para garantir: “Vamos reduzir o número para 25 mil”.
Porém, números oficiais do Pentágono indicam que o número de soldados destacados na Alemanha em permanência era de 34.674, em março último. Mas de facto este número pode atingir os 52 mil quando à s rotações de pessoal se somam os efetivos envolvidos em exercÃcios militares.
As primeiras informações sobre a intenção do governo de Washington reduzir a presença militar na Alemanha tinham lançado a inquietação em Berlim, quando o Wall Street Journal a revelou no inÃcio do mês.
Apesar de o seu número ter diminuÃdo desde o fim da guerra fria, a Alemanha tem mais militares dos EUA do que qualquer outro paÃs europeu.
A ressurgência das ambições militares da Federação Russa, sob a presidência de Vladimir Putin, deu à presença norte-americana uma nova importância, mas Trump diz que a Alemanha não paga o que deve para o orçamento da NATO.
“A Alemanha tem dÃvidas, há anos que têm dÃvidas e devem milhares de milhões de dólares à NATO, e têm de pagar”, disse.
“Protegemos a Alemanha e eles têm dÃvidas. É ridÃculo”, acrescentou.
Por outro lado, Trump criticou a primeira potência económica europeia por “tratar muito mal” os EUA em matéria comercial.
“Estamos a negociar com eles, mas não estou contente com a proposta que fizeram”, declarou.
“Eles custaram aos EUA centenas de milhares de milhões de dólares ao longo dos anos de trocas comerciais, portanto estamos a sofrer no comércio e estamos a sofrer na NATO”, disse ainda Trump.
O inquilino da Casa Branca acusou também a Alemanha de beneficiar financeiramente com a presença militar dos EUA.
“Estes são soldados bem pagos. Vivem na Alemanha, gastam toneladas de dinheiro na Alemanha. À volta de todas as bases (com militares norte-americanos), é tudo muito rico. A Alemanha beneficia com isto”, concluiu.
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