
Paris, 13 jun 2020 (Lusa) – França vai reabrir as fronteiras externas ao Espaço Schengen em 01 de julho, seguindo a recomendação da Comissão Europeia, embora o vá fazer de forma progressiva, dependendo da situação sanitária do paÃs, indicou o Governo francês.
Numa declaração conjunta, o Ministério do Interior e o Ministério dos Negócios Estrangeiros de França confirmaram a reabertura progressiva dessas fronteiras, o que também será feito de acordo com as modalidades que foram estabelecidas a nÃvel europeu.
Além disso, o executivo francês confirmou que em 15 de junho, de acordo com a “evolução favorável da situação da saúde em França e na Europa”, o paÃs levantará restrições à circulação dentro das fronteiras internas da Europa (terrestre, aérea e marÃtima).
“A partir de 15 de junho, pessoas de paÃses do espaço europeu (Estados-membros da UE, Andorra, Islândia, Liechtenstein, Mónaco, Noruega, São Marinho, SuÃça e Vaticano) poderão entrar no território francês sem restrições relacionadas à luta contra a covid-19, como acontecia antes de 18 de março de 2020”, indicaram os dois ministérios.
Os viajantes não terão que apresentar uma declaração justificando a viagem, nem terão que ficar em quarentena à chegada.
A restrição permanece, como anunciado anteriormente, em relação a Espanha até 21 de junho e o Reino Unido por reciprocidade.
No caso de Espanha, a restrição de movimento e a imposição de quarentena à queles que chegam de avião do paÃs são mantidas até à quela data.
Por sua vez, as pessoas do Reino Unido poderão entrar no território francês, mas devem, até nova medida, fazer duas semanas de isolamento.
A partir de 01 de julho, França decidiu que estudantes internacionais podem regressar, independentemente do paÃs de origem, e será facilitada a chegada. Os seus vistos e documentos de residência serão tratados como prioridade.
A pandemia de covid-19 já provocou quase 423 mil mortos e infetou mais de 7,5 milhões de pessoas em 196 paÃses e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
A doença é transmitida por um novo coronavÃrus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.
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