
Lisboa, 03 jun 2020 (Lusa) – O primeiro-ministro afirmou hoje que o Programa de Estabilização Económico e Social do Governo terá medidas para reforçar a ação social escolar, incluindo o Ensino Superior, e para aumentar o acesso dos jovens ao emprego e habitação.
António Costa falava no debate quinzenal, na Assembleia da República, após uma intervenção da deputada socialista Joana Sá Pereira sobre o tema da juventude.
O primeiro-ministro defendeu que a atual crise, provocada pela covid-19, não pode afetar a formação das jovens gerações, apesar de o encerramento das escolas ter evidenciado o fenómeno das desigualdades.
“Vamos ter de assegurar o necessário reforço da ação social escolar, quer no secundário, quer no superior, para que a perda de rendimentos das famÃlias não afete o percurso educativo dos jovens. Assim como nos programas de apoio ao emprego, haverá medidas especÃficas dirigidas ao combate ao desemprego juvenil, em particular ao dos jovens qualificados”, declarou António Costa.
Ainda segundo o primeiro-ministro, a atual crise “criou um quadro favorável para a execução da prioridade à generalização ao arrendamento acessÃvel destinado aos jovens com contratos estáveis”.
“Vamos ter uma linha direcionada especificamente à reconversão de habitações afetas ao alojamento local para arrendamento acessÃvel de longa duração, tendo em vista aumentar o número de fogos disponÃveis no mercado de arrendamento. Queremos tornar a habitação mais acessÃvel e em melhores condições para a autonomia jovem”, disse.
António Costa salientou depois que este é “o esforço que o Governo tem de fazer já na fase de estabilização”, ou seja, até ao final do corrente ano.
“Na fase de recuperação, teremos de contar com a energia, com a capacidade, com a qualidade e qualificação das gerações mais novas. Caso contrário, o paÃs terá maior dificuldade em recuperar”, acrescentou.
No seu discurso, durante o debate quinzenal, a deputada socialista Joana Sá Pereira questionou o primeiro-ministro sobre “o que fará o Governo para garantir que durante o perÃodo difÃcil – o inverno difÃcil que se vai atravessar – para que qualquer jovem português possa viver e realizar-se no nosso paÃs”.
“São muito particularmente os jovens que hoje precisam do reforço das respostas ao nÃvel da criação de emprego, de incentivos à contratação, de novas oportunidades de formação, que permitam o reingresso no mercado de trabalho ou a primeira oportunidade laboral. Daqui a uma semana os portugueses comemorarão o Dia de Portugal. Tal como em outros perÃodos da nossa longa historia, há fortes motivos de orgulho nos portugueses”, sustentou Joana Sá Pereira.
Segundo a deputada do PS, na resposta à pandemia de covid-19, por parte do Governo, não houve sorte.
“O vÃrus teve, eu diria, talvez o azar de encontrar pela frente um povo experimentado e um Governo capaz”, contrapôs.
De acordo com a deputada do PS, nos últimos anos “milhares de portugueses, particularmente os jovens, retiraram muitos sonhos da gaveta”.
Joana Sá Pereira falou então dos objetivos de “formação, de casa própria, de constituir famÃlia, de um projeto profissional ou de arriscar num negócio – algo que faz esses cidadãos realizados”.
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