
Amesterdão, 25 mai 2020 (Lusa) — Os direitos das crianças em todo o mundo estão a ser fortemente prejudicados pela pandemia da doença provocada pelo novo coronavÃrus, que aumentou o risco de trabalho e casamentos forçados, anunciou hoje uma organização não-governamental (ONG).
De acordo com o fundador e presidente da ONG KidsRights, Marc Dullaert, sediada em Amesterdão, nos PaÃses Baixos, a crise pandémica reverteu “anos de progresso feito ao nÃvel do bem-estar infantil”.
As medidas implementadas por vários paÃses para mitigar a propagação da pandemia tiveram “um impacto desastroso em muitas crianças”, prosseguiu o responsável, citado pela agência France-Presse.
As crianças estão “muito vulneráveis” ao trabalho infantil e casamentos forçados por causa, em particular, do encerramento das escolas, prosseguiu o presidente da KidsRights.
A pressão sobre os sistemas de saúde de vários Estados também encerrou programa de imunização contra doenças como a poliomielite ou o sarampo, o que vai levar a “um aumento na mortalidade infantil com centenas de milhares de mortes”, sublinhou o dirigente da ONG.
Em relação ao sarampo, a suspensão das campanhas de vacinação em pelo menos 23 paÃses já terá afetado mais de 78 milhões de crianças com 9 anos ou menos, dá conta a KidsRights.
Prestar “atenção especial aos direitos das crianças” é, por isso, “mais necessário do que nunca”, defendeu Marc Dullaert.
O Ãndice KidsRights 2020 classificou 182 paÃses com base na promoção e manutenção dos direitos das crianças.
A Islândia ocupa o primeiro lugar desta ‘ranking’ anual, de acordo com dados recolhidos através das Nações Unidas, seguida pela SuÃça e pela Finlândia.
O Chade, o Afeganistão e a Serra Leoa ocupam os últimos lugares.
Em relação à pandemia, a nÃvel global, já morreram mais de 344 mil pessoas e estão confirmados mais de 5,4 milhões de contágios, em 196 paÃses e territórios.
Deste total, mais de 2,1 milhões de doentes já recuperaram.
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