
Lisboa, 21 mai 2020 (Lusa) – ???????A Câmara de Lisboa vai abrir concurso para financiar mais 200 habitações para sem-abrigo, no âmbito do programa “Housing First”, que se juntarão à s 180 já existentes, disse à Lusa o vereador com o pelouro dos Direitos Sociais.
“O Plano Municipal para as Pessoas em Situação de Sem-Abrigo vai de 2019 até 2023 e dele já constavam este conjunto de ‘Housing First’ durante este perÃodo. Vamos acelerar [o processo], tendo em atenção que hoje temos um conjunto muito grande de pessoas que estão nas nossas respostas de emergência e que necessitam de respostas definitivas ou, pelo menos, com um horizonte temporal muito mais alargado”, afirmou Manuel Grilo (BE, partido que tem um acordo de governação da cidade com o PS).
Assim, de acordo com a proposta subscrita pelo vereador com o pelouro dos Direitos Sociais e que será debatida na reunião privada do executivo camarário agendada para hoje, a autarquia vai abrir concurso para atribuir apoio financeiro a cinco projetos de “Housing First”, destinados a garantir um total de 200 casas para pessoas em situação de sem-abrigo.
A cada projeto será atribuÃdo um financiamento máximo de 277 mil euros.
“Já estavam aprovadas 100 vagas de ‘Housing First’ que iriam acrescentar à s 80 que existiam desde há uns anos e, agora, vamos avançar com mais 200 vagas de ‘Housing First'”, referiu o autarca, salientando que o programa tem “uma taxa de sucesso acima de 90%”, resolvendo o problema de habitação dos sem-abrigo, mas também sendo capaz de fazer a sua reinserção social.
Salientando que este “é um investimento fortÃssimo da Câmara Municipal de Lisboa” em soluções quase definitivas de habitação ou mesmo definitivas para algumas pessoa, como sem-abrigo como mais idade, Manuel Grilo insistiu que uma das partes mais importantes do programa “Housing First” é que “com a casa vai toda uma equipa que trabalha diretamente com cada uma das pessoas que acede à habitação”.
Essa equipa, acrescentou, trabalha no sentido de garantir a reinserção plena na sociedade da pessoa que estava em situação de sem-abrigo, a sua autonomia completa no domÃnio da empregabilidade, quando tal é possÃvel, “seja no domÃnio da saúde, seja no domÃnio de encontrar meios de sobrevivência de acordo com a sua condição especÃfica”.
“É ter uma casa, mas é também ter uma equipa multidisciplinar para garantir que estas pessoas possam ter uma autonomia completa”, disse.
O autarca explicou ainda que as 200 vagas de “Housing First”, tal como aconteceu com as outras 180 já existentes, são criadas através de financiamento a associações, que depois desenvolvem os projetos.
Neste concurso estão previstas a criação de “cinco unidades de 40 casas cada uma, por forma a garantir que mais associações possam ter acesso ao financiamento”.
Manuel Grilo disse estimar que até ao final do ano se conseguirá chegar “à s 380 vagas de ‘Housing First’ na cidade de Lisboa”.
“É um passo de gigante, estamos a partir de uma base de 80, vamos chegar à s 380 muito rapidamente”, sustentou.
O “Housing First” é um projeto em que as pessoas são integradas em habitações tendencialmente individuais e têm um acompanhamento por técnicos que as ensinam a gerir uma casa tendo em vista a sua integração social.
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