
São Paulo, 06 mai 2020 (Lusa) – Uma em cada três residências no Brasil não tinham ligação com a rede de esgotos em 2019, segundo uma sondagem divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e EstatÃstica (IBGE).
O levantamento do IBGE, órgão oficial de estatÃsticas do Governo brasileiro, informou que apenas 49,1 milhões de domicÃlios (68,3%) tinha alguma ligação com a rede de esgotos.
Porém, apesar de constatar o défice de infraestruturas os dados mostraram que houve no ano passado um aumento no número de casas com saneamento básico no paÃs, face aos resultados de 2018, principalmente nas regiões onde este problema afeta mais pessoas.
No norte do Brasil, a taxa aumentou 5,6 pontos percentuais, mesmo assim com a rede de esgotos a chegar a apenas 27,4% das casas da região. A região centro-oeste atingiu 60%, dado que indica um aumento de 4,4 pontos percentuais.
O nordeste brasileiro também apresentou crescimento, de 2,6 pontos percentuais, mas permanece com menos da metade da população com acesso à rede de esgotos (47,2%).
Já as regiões mais ricas do paÃs continuaram a apresentar as maiores taxas de casas com ligação à rede de esgotos, no sudeste (88,9%) e sul (68,7%).
“Há uma tendência lenta de crescimento desde 2016. Nota-se uma variação um pouco maior este ano, muito em função do crescimento nas regiões norte, nordeste e centro-oeste”, explicou a pesquisadora do IBGE, Adriana Beringuy.
Em relação aos domicÃlios com fossa sética não ligada à rede geral de esgotos, o número alcançava 19,1%.
Para o IBGE o resultado indica que “nove milhões de domicÃlios no Brasil despejavam dejetos de maneira inadequada, como em fossa rudimentar, vala, rios, lagos e mar”.
Nas regiões norte e nordeste a percentagem foi ainda maior, de 42,9% e 30,7%, respetivamente, enquanto no sudeste as fossas séticas eram utilizadas somente em 5,5% das casas.
Dos 72,4 milhões casas estimados pela pesquisa do IBGE em 2019, 97,6% (70,7 milhões) possuÃam água canalizada e 88,2% (63,8 milhões) tinham acesso à rede geral de abastecimento de água.
Em 85,5% dos lares, a rede geral de distribuição de água era a principal fonte de abastecimento.
Outro dado relevante da pesquisa indicou que a percentagem de residências no paÃs com recolha de lixo feita diretamente por serviço de limpeza ficou em 84,4%, uma expansão de 2,1 milhões de domicÃlios (ou mais 3,6%) em um ano na comparação com dados de 2018.
Em 7% das casas do paÃs a recolha de lixo era feita em contentores de serviço de limpeza, enquanto em 7,4% o lixo era queimado nas propriedades.
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