
Londres, 19 abr 2020 (Lusa) – O ministro da Educação, Gavin Williamson, recusou hoje indicar quando será possÃvel reabrir as escolas públicas britânicas, encerradas há quatro semanas, contrariando notÃcias de que poderá acontecer já em maio.
“Não posso dar uma data porque, antes de o fazermos, precisamos de preencher cinco critérios”, disse, durante a conferência de imprensa diária do Governo sobre a crise, aludindo os “cinco testes” que o executivo determinou para levantar o regime de confinamento.
Quando anunciou o prolongamento das medidas de distanciamento social por mais três semanas, o Governo estabeleceu cinco critérios, nomeadamente a capacidade para os serviços de saúde tratarem pacientes infetados, uma descida “sustentada e consistente” do número diário de mortes e uma redução da taxa de contágio para valores aceitáveis.
Disse também que será importante garantir que existe capacidade para realizar mais testes e fornecer equipamento de proteção individual para responder à procura e garantir que um levantamento do confinamento não cause uma segunda vaga de infeções.
O Reino Unido registou até agora 16.060 mortes de pessoas infetadas e 120.067 casos de contágio durante a pandemia covid-19, informou hoje o Ministério da Saúde britânico.
O regime de confinamento obrigatório foi inicialmente decretado em 23 de março, que só permite à s pessoas saÃrem de casa para a compra de bens essenciais, como alimentos ou medicamentos, fazer exercÃcio, ajudar pessoas vulneráveis ou trabalhar, se não o puderem fazer remotamente.
O executivo tem até agora recusado discutir quando ou como pretende relaxar medidas de distanciamento social, mas o jornal Sunday Times noticiou hoje que o Governo britânico possui um plano de três fases para levantar o regime de confinamento, sugerindo a possibilidade de as escolas reabrirem no dia 11 de maio.
Segundo o jornal, o plano, codificado com as cores dos semáforos, aguarda apenas o regresso do primeiro-ministro, Boris Johnson, que se encontra a recuperar da infeção com o novo coronavÃrus, sendo substituÃdo nas funções pelo ministro dos Negócios Estrangeiros e primeiro-ministro de Estado, Dominic Raab.
Na primeira das três fases do plano, é dada à prioridade à s escolas secundárias para reabrirem dentro de três semanas, para possibilitar a realização dos testes GCSE, para alunos com 15 anos, e “A Level”, para alunos 17 ou 18 anos, os quais determinam o acesso à universidade.
Nesta primeira fase, designada de “verde”, algumas lojas de bens não essenciais, como de flores e plantas e roupa vão ser autorizadas a reabrir porque pode ser mais facilmente implementado o distanciamento social necessário para reduzir o contágio, e os serviços de comboio e autocarro voltam ao normal, mas os passageiros terão de usar máscaras.
A segunda fase do plano, denominada de “âmbar”, estará prevista para o final de maio ou inÃcio de junho, permitindo a reabertura de mais lojas, empresas e o regresso dos funcionários ao trabalho, mas bares, restaurantes e eventos desportivos ou espetáculos poderão só ser autorizados de novo a partir de julho ou no final do verão.
Na última fase, “vermelha”, mantém-se o conselho à s pessoas com mais de 70 anos e outras mais vulneráveis à doença, nomeadamente que sofram de outros problemas de saúde, para permanecerem em casa até existir uma vacina que garanta a imunização, o que pode levar muitos meses.
A universidade inglesa de Oxford está a trabalhar em estado adiantado no desenvolvimento de uma vacina, podendo concluir os testes clÃnicos em meados de agosto, mas ainda é incerto se a vacina vai ser eficaz, vincou o cientista John Bell, em declarações à BBC.
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