
Lisboa, 25 mar 2020 (Lusa) — O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, insistiu hoje na importância de a União Europeia (UE) emitir ‘eurobonds’, frisando que “este é o momento” de os 27 assumirem as responsabilidades de financiamento dos Estados-Membros.
“Este é o momento em que a União Europeia e os Estados-membros devem ser claros na assunção conjunta das responsabilidades de financiamento dos Estados para que tenham os meios necessários para pôr em prática medidas de apoio aos sistemas saúde, à s famÃlias e à s empresas”, disse o ministro na conferência de imprensa que se seguiu à reunião extraordinária da concertação social, em Lisboa.
Os ‘eurobonds’, também chamados ‘coronabonds’ devido à pandemia relacionada com o novo coronavÃrus, correspondem à emissão de tÃtulos da dÃvida pública em nome da UE, e não a nÃvel nacional, para proteger os paÃses mais frágeis de especulações de mercado e taxas de juro muito altas.
Questionado sobre se acredita num consenso, na cimeira europeia de quinta-feira, depois do impasse registado na terça-feira na reunião do Eurogrupo em relação à emissão de ‘eurobonds’, Santos Silva assegurou que “Portugal batalhará ativamente por esse consenso”.
“Entendemos que é necessário esse consenso europeu, que a Europa caminhe no sentido de assumir a solidariedade europeia em todos os domÃnios, incluindo este domÃnio crucial do financiamento para a resposta [à crise sanitária] em sede de serviços de saúde e em sede de apoio à s empresas, ao emprego, à s famÃlias, aos trabalhadores, à s pessoas”, sublinhou.
O ministro aludiu à carta enviada hoje pelo primeiro-ministro, António Costa, e oito outros lÃderes europeus ao presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, reclamando a implementação de um instrumento europeu comum de emissão de dÃvida para enfrentar a crise provocada pela covid-19, para frisar que se trata de “medidas essenciais para melhorar a capacidade de resposta” dos paÃses e, como tal, “um passo no sentido certo”.
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