
Washington, 21 mar 2020 (Lusa) – O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou hoje que a China manteve sob reserva o que estava a acontecer com a covid-19 e disse que gostaria que o tivessem informado antes para encontrar soluções.
“Gostaria que [a China] nos tivesse dito antes o que estava a acontecer. Nós não sabÃamos até ter começado a ser publicado”, declarou Trump, numa conferência de imprensa junto da equipa de combate ao novo coronavÃrus, na Casa Branca, liderada pelo vice-presidente, Mike Pence.
Trump disse que se tivesse sabido com antecipação poderia ter procurado encontrar uma solução e lamentou que a China tenha sido “muito reservada” a esse respeito.
O presidente norte-americano sublinhou ainda que, quando teve conhecimento sobre a covid-19, ordenou “o encerramento”, numa alusão à s restrições de entrada que impôs aos viajantes da China e, posteriormente, da Europa, que considerou como um facto “positivo”.
Pequim “não tirou benefÃcios” desta atitude, tendo, ao invés, perdido “milhares e milhares de pessoas”, acrescentou, depois de admitir que em 24 de janeiro elogiou o “trabalho duro” do gigante asiático contra o vÃrus.
“Na altura estavam a ser transparentes”, alegou Trump, que qualificou de “extraordinária” a relação com o seu homólogo chinês, Xi Jinping.
Donald Trum negou que tenha respondido tarde à pandemia, depois de o diário The Washington Post ter noticiado que as agências de inteligência norte-americanas tinham emitido advertências em janeiro e fevereiro último sobre o perigo global que representa o novo coronavÃrus.
O jornal referiu que tanto o Presidente norte-americano, como os legisladores minimizaram a ameaça e não tomaram medidas.
O novo coronavÃrus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 290 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 12.700 morreram.
Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.
O continente europeu é aquele onde está a surgir atualmente o maior número de casos, com a Itália a ser o paÃs do mundo com maior número de vÃtimas mortais, com 4.825 mortos (mais 793 do que na sexta-feira) em 53.578 casos (mais 6.557, um recorde em 24 horas). Segundo as autoridades italianas, 6.062 dos infetados já estão curados.
A China, sem contar com os territórios de Hong Kong e Macau, onde a epidemia surgiu no final de dezembro, conta com um total de 81.008 casos, tendo sido registados 3.255 mortes e 71.740 pessoas curadas.
Os paÃses mais afetados a seguir à Itália e à China são o Irão, com 1.556 mortes num total de 20.610 casos, a Espanha, com 1.236 mortes (24.926 casos), a França, com 562 mortes (14.459 casos), e os Estados Unidos, com 260 mortes (19.624 casos).
Vários paÃses adotaram medidas excecionais, incluindo o regime de quarentena e o encerramento de fronteiras.
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