
Seul, 12 mar 2020 (Lusa) – A Coreia do Sul anunciou hoje ter registado o menor número de novos casos diários de coronavÃrus em quase três semanas, 114, somando um total de 7.869 pessoas infetadas.
Do total das infeções, 7.470 são casos ativos, depois de 333 terem recebido alta hospitalar. Nas últimas 24 horas há a registar mais seis mortes, o que elevou para 66 o número de vÃtimas fatais desde o inÃcio do surto.
Das 114 novas transmissões, a maioria, 81, foi registada novamente no foco principal do paÃs, localizado na cidade de Daegu (cerca de 230 quilómetros a sudeste de Seul) e na provÃncia de Gyeongsang do Norte. Este foco representa 89% dos casos.
No entanto, os últimos números na região sugerem uma estabilização do foco, já que Daegu, com 73 novos casos na quarta-feira, contabilizou menos de 100 infeções pela segunda vez esta semana. Já em Gyeongsang do Norte, há a registar oito infeções nas últimas 24 horas, o menor número de testes positivos desde 20 de fevereiro.
O surto no sudeste está sobretudo associado à seita religiosa Shinchonji, com 60% das transmissões localizadas em Daegu, onde está sediada, sendo que mais de 200 mil membros já fizeram análises ao coronavÃrus.
A Coreia do Sul testou mais de 227.000 pessoas até o momento.
Por sua vez, Seul registou 19 novos casos na quarta-feira e já identificou um total de 212 pessoas infetadas, tornando-se no terceiro local no paÃs com mais infeções.
O primeiro-ministro sul-coreano, Chung Sye-kyun, alertou hoje numa reunião do Governo para o perigo de uma “super-transmissão” do patógeno em Seul e arredores, onde residem 26 milhões de pessoas, mais de metade da população do paÃs.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou a doença Covid-19 como pandemia, uma decisão que justificou com os “nÃveis alarmantes de propagação e de inação”.
A pandemia de Covid-19 foi detetada em dezembro, na China, e já provocou mais de 4.500 mortos em todo o mundo.
O número de infetados ultrapassou as 124 mil pessoas, com casos registados em 120 paÃses e territórios, incluindo Portugal, que tem 59 casos confirmados.
A Itália é o caso mais grave depois da China, com mais de 12.000 infetados e pelo menos 827 mortos, o que levou o Governo a decretar a quarentena em todo o paÃs.
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