
Lisboa, 27 fev 2020 (Lusa) – O parlamento aprovou hoje, na generalidade, a proposta do PS que limita as comissões bancárias em plataformas eletrónicas como MB Way, tendo as propostas de BE, PCP e PAN que visam proibir estas comissões baixado à especialidade sem votação.
O projeto de lei do PS — que não é apenas sobre comissões em plataformas eletrónicas — foi aprovado com votos a favor de PS, Bloco de Esquerda, PAN, Chega e a deputada não inscrita Joacine Katar Moreira e abstenção de PSD, PCP, CDS-PP, PEV e Iniciativa Liberal.
A proposta dos socialistas proÃbe aos bancos cobrarem comissões em transferências em plataformas eletrónicas até 100 euros ou 500 euros durante o perÃodo de um mês ou 50 transferências num mês.
Acima destes limites, a comissão bancária terá de ter um valor máximo a ser definido em decreto-lei, pelo Governo.
Esta proposta do PS limita também comissões na emissão do distrate (declaração que prova término de contrato ou extinção de uma dÃvida ao banco), obrigando os bancos a emitir esse documento no prazo máximo de dez dias sobre o fim do contrato, proÃbe comissões em declarações de dÃvida para apoios sociais e serviços públicos e ainda proÃbe alterações unilaterais nas condições dos contratos de crédito ao consumo.
Quanto à s propostas de BE, PCP e PAN, que proÃbem na totalidade a cobrança de quaisquer comissões em plataformas eletrónicas, como MB Way, passam todas para debate em comissão parlamentar por 60 dias, após requerimentos dos respetivos partidos aprovados por unanimidade.
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