
Lisboa, 20 fev 2020 (Lusa) — O presidente executivo (CEO) da TAP, Antonoaldo Neves, disse hoje que a suspensão de voos para a Venezuela durante 90 dias vai custar à companhia 10 milhões de euros em prejuÃzos diretos.
“Temos um potencial de 10 milhões de euros de prejuÃzo por conta dessa decisão. Eu quero saber quem vai pagar essa conta”, disse o responsável, que falava na conferência de imprensa de apresentação dos resultados de 2019 da companhia aérea, em Lisboa.
Em causa está uma decisão do Governo venezuelano de suspender os voos da TAP para aquele paÃs durante 90 dias, acusando a companhia de ter permitido o transporte de explosivos e de ter ocultado a identidade de Juan Guaidó num voo de Lisboa para Caracas.
O CEO da TAP clarificou que os 10 milhões de euros se referem a prejuÃzos diretos, devido à suspensão dos dois voos semanais que a TAP tem para a Venezuela, durante 90 dias, acrescentando que não sabe dimensionar o valor dos prejuÃzos indiretos.
“A bom rigor, nós fomos suspensos por 90 dias sem nenhuma justificação plausÃvel. Mesmo porque quem faz o raio-x não é a TAP, quem faz a inspeção das bagagens não é a TAP […] É cómico, mas é trágico, porque são 10 milhões de euros”, disse Antonoaldo Neves.
Garantindo que a TAP “cumpre rigorosamente” os procedimentos, o responsável lamentou a decisão, que considerou um “vexame” (a expressão em português do Brasil para “vergonha”) para Portugal.
MPE // CSJ
Lusa/Fim



