
Seixal, 14 fev 2020 (Lusa) — A futura secretária-geral da CGTP, Isabel Camarinha, disse hoje que vai dar “continuidade” à luta da central sindical e que conta, para isso, com o apoio da restante direção porque “a preparação [para o cargo] faz-se andando”.
Em declarações aos jornalistas à margem do XIV Congresso da CGTP que decorre hoje e sábado na Arrentela, no Seixal, Isabel Camarinha afirmou que pretende “dar continuidade à quilo que tem sido uma grande luta da CGTP” por um “efetivo” aumento dos salários, pela regulação dos horários de trabalho e pelo combate à precariedade.
Questionada sobre se está preparada para assumir o cargo de secretária-geral da CGTP, Isabel Camarinha não respondeu diretamente, sublinhando antes que conta com o apoio do coletivo.
“Tenho um grande coletivo, não só os camaradas que são da direção da CGTP, mas todo o movimento sindical, pois vamos estar todos juntos neste mandato, e os trabalhadores, portanto a preparação faz-se andando”, respondeu Isabel Camarinha.
A dirigente sindical disse que vai estar na segunda-feira, pela primeira vez, na reunião da Concertação Social que será sobre a preparação do Conselho Europeu.
“Estaremos na Concertação Social como sempre temos estado: com proposta, com tomada de posição sempre que estejam em causa os direitos dos trabalhadores e com reivindicação”, assegurou Isabel Camarinha.
A sindicalista deverá ser eleita esta noite pelo novo Conselho Nacional que sairá da reunião magna, substituindo Arménio Carlos, que deixa a liderança da CGTP após oito anos, devido ao limite da idade.
Quanto à s prioridades para o seu mandato, Isabel Camarinha referiu o aumento dos salários, o fim dos horários “desregulados” e a conciliação da vida profissional com a familiar.
“É curioso porque estamos todos preocupados com o aumento da natalidade, mas depois os trabalhadores não têm condições para constituir famÃlia e para terem filhos. É uma contradição”, defendeu a futura lÃder da CGTP.
Isabel Camarinha afirmou ainda que a CGTP vai “intensificar a luta a todos os nÃveis”, seja nos locais de trabalho, a nÃvel setorial, na Concertação Social “e na rua”.
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