
Caracas, 11 fev 2020 (Lusa) – O presidente do parlamento da Venezuela, o opositor Juan Guaidó, chegou hoje à Venezuela, tendo sido agredido por simpatizantes do regime venezuelano.
Juan Guaidó chegou ao Aeroporto Internacional Simón BolÃvar de MaiquetÃa (25 quilómetros a norte de Caracas), o principal do paÃs, à s 17:00 locais (21:00 em Lisboa), a bordo de um voo da transportadora TAP, e à chegada simpatizantes do regime agrediram-no na cara e rasgaram-lhe a camisa, perante a indiferença de agentes da Guarda Nacional Bolivariana (GNB, polÃcia militar).
O dirigente da oposição, que chegou a Caracas proveniente de um périplo iniciado a 19 de janeiro pela Colômbia, visitou posteriormente também a Inglaterra, SuÃça, Espanha, Canadá, França e Estados Unidos, onde se reuniu com diferentes governantes e inclusive com o Presidente norte-americano Donald Trump, respetivamente.
À chegada, Guaidó tinha à sua espera um grupo de deputados oposicionistas mas também dezenas de simpatizantes do regime e jornalistas.
Apesar das agressões, e rodeado por ‘chavistas’, Juan Guaido, conseguiu entrar numa carrinha branca, enquanto a viatura era esmurrada e golpeada com objetos empunhados pelos adversários.
Os simpatizantes do regime agrediram pelo menos sete jornalistas e obrigaram os profissionais da comunicação social a sair do aeroporto.
Juan Guaidó dirigiu-se depois para a capital Caracas, onde na Praça BolÃvar de Chacao (leste) está convocado um ato polÃtico da oposição.
Pouco antes de aparecer ao público, Juan Guaidó informou, através da rede social Twitter que tinha chegado.
“Venezuela: já estamos em Caracas. Trago o compromisso do mundo livre, disposto a ajudar-nos a recuperar a democracia e a liberdade. Começa um novo momento que não admite retrocessos e que exige que todos façamos o que temos que fazer. Chegou a Hora. Tudo pela Venezuela”, escreveu.
Numa outra mensagem dirigiu-se a “todas as forças polÃticas, a todos os setores da vida civil, a toda a famÃlia militar”.
“A ditadura nunca esteve tão isolada. Hoje, mais do que nunca, será necessária unidade, confiança e disciplina polÃtica. Atentos a novos anúncios. Estamos de regresso”, escreveu.
A crise venezuelana agravou-se desde janeiro de 2019, quando o lÃder opositor e presidente do parlamento, Juan Guaidó, jurou publicamente assumir as funções de presidente interino da Venezuela até conseguir afastar Nicolás Maduro do poder, convocar um governo de transição e eleições livres no paÃs.
Os EUA foram o primeiro de mais de 50 paÃses que manifestaram apoio a Juan Guaidó, entre eles Portugal, uma posição tomada no âmbito da União Europeia.
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