
Lisboa, 24 jan 2020 (Lusa) — O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, disse hoje, em Lisboa, que este ano vai ser “inevitavelmente” de contestação social se o Governo e as empresas continuarem a insistir num modelo de baixos salários.
O lÃder da intersindical falava aos jornalistas, em Lisboa, no final do plenário de sindicatos da CGTP, órgão máximo entre congressos, o último com Arménio Carlos como secretário-geral, que termina o seu segundo e último mandato em fevereiro.
“Inevitavelmente [este vai ser um ano de contestação] se continuarmos a ser confrontados com o modelo dos baixos salários e com a manutenção de uma legislação do trabalho que desequilibra as relações de trabalho, que generaliza a precariedade, que reduz os rendimentos”, afirmou Arménio Carlos.
“É por mais evidente que os trabalhadores vão lutar”, reforçou o secretário-geral da CGTP, defendendo que “hoje, mais do que nunca, é preciso valorizar os trabalhadores e o paÃs” e que isso passa por aumentar salários, pela estabilidade e segurança no emprego e a regulação dos horários de trabalho.
Segundo Arménio Carlos, estas ideias foram aprovadas por unanimidade no plenário de sindicatos da CGTP, assim como foi aprovado um “apoio solidário à s lutas” agendadas, como a manifestação nacional da função pública e a greve no setor da distribuição, ambas para o dia 31.
O dirigente da CGTP disse que ficou também confirmada a realização de “uma semana pela igualdade entre homens e mulheres”, de 02 a 06 de março, bem como a concretização, no dia 26 de março, de uma manifestação dos jovens trabalhadores contra a precariedade.
Já o 1.º de Maio será “especial” em 2020 porque comemora-se num ano em que a CGTP faz 50 anos e em que se celebram 130 anos das comemorações do Dia do Trabalhador, acrescentou.
“Vamos ter um perÃodo de intervenção muito ativa, onde o 14.º Congresso da CGTP vai ser o ponto alto desta central sindical”, realçou Arménio Carlos.
Questionado sobre quem será o seu sucessor, o lÃder da CGTP disse que a questão ainda não foi discutida e que os novos órgãos serão conhecidos até dia 15 de fevereiro, último dia do congresso da central sindical.
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