
Dubai, 22 jan 2020 (Lusa) — Especialistas das Nações Unidas pediram hoje uma investigação sobre o ato de pirataria ao telefone do dono da Amazon, Jeff Bezos, alegadamente através de uma mensagem do WhatsApp enviada pelo prÃncipe saudita Mohammed bin Salman.
“A alegada pirataria ao telefone de Bezos, e de outras duas pessoas, exige uma investigação imediata pelos Estados Unidos e outras autoridades competentes, incluindo uma investigação (…) direta e pessoal ao prÃncipe herdeiro”, defenderam os especialistas mandatados pela ONU.
De acordo com os especialistas, enquanto dizia estar a investigar o assassinato do jornalista saudita do Washington Post Jamal Khashoggi, o prÃncipe “levava a cabo uma campanha clandestina contra Jeff Bezos, que também é dono do Washington Post.
Segundo avançaram, os especialistas tiveram acesso a uma análise forense digital de 2019 do iPhone de Bezos, que lhes foi disponibilizada enquanto relatores especiais da ONU.
Os registos terão mostrado que, poucas horas após ter recebido um vÃdeo a partir da conta de WhatsApp do prÃncipe herdeiro saudita, houve “uma anomalia e uma alteração grande no comportamento do telefone”, e, durante os meses seguintes, foram transmitidas enormes quantidades de dados, incluindo fotografias Ãntimas guardadas no telemóvel de Bezos.
A análise forense concluiu “com média a alta confiança” que o telefone foi infiltrado em 01 de maio de 2018 por meio de um arquivo de vÃdeo MP4 enviado de uma conta de WhatsApp usada pessoalmente pelo prÃncipe herdeiro saudita.
A análise forense foi pedida pelo próprio Jeff Bezos, que alega que o jornal National Enquirer o chantageou com a publicação das fotografias Ãntimas caso o Washington Post continuasse a investigar aquele jornal.
Em janeiro do ano passado, o National Enquirer noticiou uma relação extraconjugal de Jeff Bezos com uma antiga apresentadora de televisão, que provocou o divórcio de MacKenzie Bezos.
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